quinta-feira, outubro 16, 2008

Do Arco da Velha


E agora, Portugal?
[Capa do Jornal "A Bola", 2008/10/16]

quarta-feira, outubro 15, 2008

Verdes Anos

O famoso Pica-Pau, "The Woody Woodpecker Show".

segunda-feira, outubro 13, 2008

Cinemacção



Chama-se Another Way to Die e é o novíssimo tema de genérico da nova aventura de James Bond, 007 - Quantum of Solace. A música é potentíssima e resulta da inesperada (mas surpreendentemente bem conseguida) combinação entre as vozes de Alicia Keys e Jack White, dos White Stripes. O filme promete... Pelo menos se for tão bom como a música...

sexta-feira, outubro 10, 2008

Falou & Disse



"O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno."

William Shakespeare

quarta-feira, outubro 08, 2008

Palavras de Vida Eterna

Fado Toninho

Dizem que é mau, que faz e acontece

arma confusão e o diabo a sete

agarrem-me que eu vou-me a ele

não sei o que lhe faço

desgrenho os cabelos

esborrato os lábios

se não me seguram

dou-lhe forte e feio

beijinhos na boca

arrepios no peito

e pagas as favas

eu digo: - enfim,

ó meu rapazinho

és fraco para mim!

De peito feito ele ginga o passo

arregaça as mangas e escarra pró lado

anda lá, ó cobardolas

vem cá mano a mano

eu faço e aconteço

eu posso, eu mando

se não me seguram

dou-lhe forte e feio

beijinhos na boca

arrepios no peito

e pagas as favas

eu digo: enfim,

ó meu rapazinho

sou tão má para ti!

Ó meu rapazinho, ai

eu digo assim:

"- Se não me seguram

dou cabo de ti!"


Deolinda

quinta-feira, outubro 02, 2008

100 Comentários



Encontrei esta pérola afixada numa Central Telefónica numa movimentada artéria de uma localidade perto de si... O amor é lindo...

sexta-feira, setembro 26, 2008

Cinemacção

Algumas das piores traduções de títulos de cinema:

Must Love Dogs - Mulher com Cão Procura Homem com Coração
Gone Baby Gone - Vista Pela Última Vez
Balls of Fury - Não me Toques nas Bolas
Love Actually - O Amor Acontece
Die Hard - Assalto ao Arranha Céus
Harold and Kumar go to the White Castle - Grande Moca Meu
White Man Can't Jump - Branco não sabe meter
See No Evil - Coleccionador de Olhos
Jersey Girl - Era uma vez...um pai
Shallow Ha - O Amor é Cego
Snatch - Porcos e Diamantes
Serendipity - Feliz Acaso
Road Trip - Sem Regras
The Bucket List - Nunca É Tarde Demais
Forgetting Sarah Marshall - Um Belo Par...de Patins
Sleepy Hollow - A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça
Bloodsport - Força Destruidora
Black Snake Moan - A Redenção
Monsters Ball - Depois do Ódio
Lost in Translation - O Amor é um Lugar Estranho
Are we there yet? - Estás frito, meu!
Shaun of the Dead - Zombies Party
Little Miss Sunshine - Família à Beira de um Ataque de Nervos
Keeping the Faith - Uma Loira muito Loira
Big Wednesday - Os Três Amigos
Run, Fatboy, Run - A Maratona do Amor

Nalguns, de facto, até se percebe a dificuldade de tradução à letra do inglês, mas noutros... Sinceramente!! Há momentos infelizes...

quarta-feira, setembro 24, 2008

Verdes Anos



The Muppet Show


A boa notícia é que os famosos "Marretas" estão de volta. E já podemos ir espreitando algumas pérolas da nova versão em http://muppets.com/. Aqui fica um delicioso abrir de apetite...

Por Sam, The Eagle...


Stars & Stripes FOREVER!

Ver TV

"O Momento da Verdade": Até onde pode ir a ganância e o mediatismo?


O novo fenómeno televisivo em Portugal chama-se “O Momento da Verdade” e é mais uma importação de uma fórmula de sucesso internacional. Naquele programa, é suposto os concorrentes serem confrontados com factos da sua vida pessoal e confirmarem a sua veracidade sob controlo electrónico. As verdades dos participantes valem uns milhares de euros e valem ainda algumas páginas de jornais.
Em primeiro lugar, o que é que leva alguém a concorrer a um programa destes? Os concorrentes sabem, à partida, que vão vender a sua vida privada. Também sabem, ou pelo menos deviam saber, que, ao exporem publicamente a sua intimidade, arriscam-se a magoar aqueles que com eles a partilharam. Também se parte do pressuposto que os participantes conhecem o mediatismo deste tipo de programas e o esforço que será feito para apelar à emoção.
No entanto, antes do programa, tudo isso parece pesar menos que o chorudo prémio em jogo ou as perspectivas de exposição mediática. Depois do programa, é que os participantes se lembram que o mediatismo é efémero e que correm o risco de arruinar a vida por “um punhado de euros”.
Assim sendo, as pessoas que participam neste tipo de concursos são tipicamente sujeitos egocêntricos, ou seja muito centrados em si próprios e na sua vida e muito menos naqueles que os rodeiam. Tendem a ter elevada auto-estima e a valorizarem-se facilmente perante o mundo, maximizando aspectos positivos e minimizando aspectos negativos. Habitualmente movidos pela ganância e pelo mediatismo, são pessoas pouco conscientes da importância dos outros na sua vida. É a típica figura do “Eu é que sei”. E, pelos vistos, há muitos portugueses assim. Em declarações à revista Sábado, Piet-Hein, da CBV Produções Televisivas, produtora do concurso, diz ter recebido entre 600 e 900 candidaturas, só numa primeira fase.
O formato tem todos os ingredientes de sucesso em Portugal. Emoção do primeiro ao último minuto, exposição da vida privada e sentimentos à flor da pele. Atrás deste programa de puro sensacionalismo e aproveitamento dos sentimentos alheios para ganhar audiências, a SIC criou todo um conjunto de outros programas, “tertúlias cor-de-rosa e companhia”, que se dedicam a analisar, ate à exaustão, cada uma das respostas dos concorrentes d’ “O Momento da Verdade”. E assim, os portugueses vão consumindo lixo televisivo atrás de lixo televisivo. E lá vamos podendo assistir, semanalmente, a um programa que é o espelho da tal sociedade de “brandos costumes”.

Excerto de artigo publicado na íntegra aqui.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Directo à Questão

Um bebé “activo” é um bebé “hiperactivo”?


Choro, birras sistemáticas, dificuldade em acalmar e recusa em comer e dormir são características dos bebés irritáveis que levam muitos pais e crianças às urgências hospitalares. Habitualmente, os pais falam de cólicas, mas muito recentemente, com a vulgarização do termo, é comum ouvirmos os pais falarem em “hiperactividade” dos bebés. Mas afinal, as cólicas serão desculpa para tudo? Será que um bebé de meses pode ser “hiperactivo”? E o que será melhor: uma criança rabujenta e agitada ou um bebé calmo e dorminhoco?
Uma coisa é um bebé que chora com regularidade mas consegue manter longos períodos de sono, outra coisa é uma criança que tem dificuldade em acalmar e organizar os ritmos de sono e alimentares. Será que podemos falar em hiperactividade nestes casos?
Parece-nos que a velha máxima de que cada caso é um caso se adapta perfeitamente ao ponto em discussão. Não há diagnósticos-chapéu, ou seja, não existe uma regra. No entanto, sabemos que os bebés são crianças muito sofisticadas que comunicam sistematicamente com a realidade envolvente.
Segundo o Manual Internacional de Diagnóstico das Perturbações Mentais - DSM-IV -, a Hiperactividade é um distúrbio caracterizado por um “padrão persistente de falta de atenção e impulsividade, com uma intensidade mais frequente e grave que o observado habitualmente nos sujeitos com um nível semelhante de desenvolvimento”. Estamos, pois, perante uma doença com critérios de diagnóstico bem definidos, que não se reduzem à agitação psicomotora e irritabilidade. É um distúrbio com alguma prevalência em idade escolar, mas nunca numa fase de desenvolvimento infantil.
Nestas idades, mais do que em hiperactividade, devemos antes falar em depressão, no sentido em que os sintomas comportamentais do bebé não são mais do que uma manifestação do verdadeiro problema da criança: a fraca reacção ou a reacção desadequada a estímulos no meio.
Pedopsiquiatras portugueses têm investigado a influência da depressão materna no comportamento e desenvolvimento emocional das crianças nos primeiros anos de vida, uma vez já ter sido comprovado que o estado emocional das mães pode afectar o bebé. Como referimos, os bebés estão em constante comunicação com a realidade envolvente. Uma gravidez de alto risco implica uma menor taxa de solicitações do meio. Logo, um bebé filho de uma mãe deprimida tem mais probabilidades de desenvolver um problema de atraso de crescimento intra-uterino. Esta criança, uma vez cá fora, longe do conforto do útero materno, vai reagir naturalmente menos aos estímulos da ernvolvente.
Em contrapartida, numa gravidez normal, o bebé, quando vem cá para fora, retoma um conjunto de ligações que lhe permite tranformar-se numa criança calma mas comunicativa, serena mas proactiva, porque já teve um pouco de tudo isso na barriga da mãe. É por isso que as mães grávidas não devem privar-se de emoções. É por isso que a comunicação é de extrema importância durante a gravidez.
Segundo o Professor Eduardo Sá, os bebés que mais preocupam os especialistas em Psicologia Infantil são os que nos berçários nunca dão problemas: “sempre caladinhos, nunca choram quando têm fome, é um pouco «estou mal, mas deixem-me estar», reagem pouco aos estímulos, dormem muito e adequam-se a todas as atitudes dos pais”. Para Eduardo Sá, “estes bebés já estão tão deprimidos que nem têm força para reagir com raiva. Os bebés não são anjos, reagem, choram... esses são os bebés saudáveis”.
Temos pois que deve ser muito mais preocupante para um pai um bebé que não chora, não ri, não tem birras, tem ritmos de sono desorganizados ou então está sempre a dormir, do que um bebé que chora, mexe, ri e faz birras. É a sua reacção natural aos estímulos do meio. É a sua forma de comunicar com o exterior.

Vá Directo à Questão.
Aqui.

domingo, setembro 14, 2008

Carpe Diem



Zurique, 2008/09/11

terça-feira, setembro 09, 2008

E o Paraíso Aqui Tão Perto...



Quelha da Sertã à noite...

sexta-feira, setembro 05, 2008

Home Made Photo



Luz e Cor
100 Comentários



P´lo nosso Portugal...

quarta-feira, setembro 03, 2008

Directo à Questão

Obama ou McCain? Emoções ao Rubro na Terra do Tio Sam


Os Estados Unidos da América vão a votos em Novembro. É o culminar de todo um ano de intensidade política, mas também de enorme espectáculo e de grande exposição mediática. Apetece dizer… É disto que os americanos gostam. Nesta fase, que vivem com uma emoção incomparável à escala planetária, os americanos redescobrem as suas grandezas mas também os seus defeitos. E mostram ao resto do mundo que o país dos sonhos tem tanto de magia como de ilusão. Apesar do complexo sistema de eleição dos delegados e super-delegados de cada partido e da estranha dinâmica de voto em cada Estado, convenhamos que a eleição presidencial norte-americana se trata efectivamente de um processo emotivo, cheio de espectacularidade e com uma dinâmica invejável.
Com toda a pompa e circunstância, Barack Obama foi oficialmente aclamado como candidato à Casa Branca no último dia da Convenção Democrata, que juntou mais de 75 mil apoiantes reunidos no Estado do Colorado. Parece que ninguém tem dúvidas que ele será o futuro Presidente dos Estados Unidos da América. Ou será que há motivos para recearmos outro desfecho que não esse?
Nos últimos dias, surgiu a mais dinâmica e inesperada novidade do lado republicano. Sarah Palin, ex-Miss, Governadora do Alasca há dois anos, evangélica de 44 anos, assumidamente pró-armas e pró-petróleo, é a escolhida por McCain para a vice-presidência. Surpresa? Talvez não. Estratégia? Claro que sim.
Enquanto mulher, Sarah Palin faz um evidente piscar de olho a todo o eleitorado democrata que votou em Hillary Clinton e surge relutante em apostar em Obama. Em face da sua idade e do global desconhecimento da sua carreira, Sarah Palin surge como rosto da necessária mudança e renovação, aspecto em que os 72 anos de McCain não parecem ajudar muito.
Mas é na religião, área em que o eleitorado americano é tão sensível, que reside o busílis da questão. É aqui que os republicanos prometem ganhar votos decisivos. Depois de John McCain ter alcançado, segundo as sondagens, o apoio dos protestantes evangélicos, Sarah Palin tem um percurso particularmente apelativo para o eleitorado católico conservador. Assumidamente anti-aborto, é mãe de cinco filhos, assume a importância dos valores familiares e do equilíbrio entre carreira e família, e a cereja no topo do bolo é ter optado por ter tido o filho mais novo sabendo que ia nascer com Síndrome de Down.
Podemos facilmente criticar a escolha de Palin pela sua falta de currículo, pela sua inclusão pelo simples facto de ser mulher, pelo seu excessivo conservadorismo ou mesmo pela sua postura face ao poderoso lobby pró-armas. Mas os americanos é que votam. Segundo um estudo recente, se os europeus votassem, Obama tinha mais de 90% das intenções de voto. No entanto, algumas sondagens nos Estados Unidos, chegam a dar a vitória a McCain.
Mas os americanos é que votam. Sim, os americanos conservadores e avessos à mudança. Os americanos que temem pela sua segurança e não querem, de modo algum, perder a sua posição de hegemonia à escala mundial. Enfim, os americanos pródigos em deixar o resto do mundo à beira de um ataque de nervos.
Como refere Miguel Monjardino no Jornal Expresso desta semana, “De quatro em quatro anos, os europeus têm durante o Verão um sonho americano. Durante este agradável sonho, os americanos elegem um presidente sofisticado, intelectual, progressista, educado nas melhores universidades do país, eloquente, curioso em relação às mais recentes políticas públicas e ao que se passa no estrangeiro. Nessas abençoadas semanas, os europeus acordam optimistas em relação ao futuro do Velho e Novo Continente.
O problema é que a seguir vem o Outono. E com o Outono vem o choque e o pavor. O presidente ardentemente desejado no Velho Continente perde para um candidato conservador, anti-intelectual, céptico em relação ao papel do governo federal, adepto do mercado, retrógrado em questões sociais, religiosas e judiciais, partidário da pena de morte e apologista das virtudes do poder militar Americano.”
Será que o cenário volta a repetir-se este ano? Seguem-se os dois mais intensos meses de uma campanha presidencial como só os americanos nos sabem proporcionar. No próximo dia 4 de Novembro, descobriremos quem ri por último nesta história.

terça-feira, setembro 02, 2008

Puro Relax

terça-feira, agosto 26, 2008

Verdes Anos

Tom Sawyer

segunda-feira, agosto 25, 2008

Palavras de Vida Eterna

Limpo Palavras

Limpo Palavras
Recolho-as à noite, por todo o lado:
a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.

Quase todas as palavras
precisam de ser limpas e acariciadas:
a palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
é preciso raspar-lhes a sujidade dos dias
e do mau uso.
Muitas chegam doentes, outras simplesmente gastas,
estafadas, dobradas pelo peso das coisas
que trazem às costas.

A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papeis no ar
e é preciso fechá-la na arrecadação.

No fim de tudo voltam os olhos para a luz
e vão para longe,
leves palavras voadoras
sem nada que as prenda à terra,
outra vez nascidas pela minha mão:
a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.

A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
e lavadas como seixos do rio:
a palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.

Vão à procura de quem as queira dizer,
de mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes a mão para apanhares
a palavra barco ou a palavra amor.
Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.

ÁLVARO MAGALHÃES
O Limpa-Palavras e Outros Poemas

terça-feira, agosto 19, 2008

Falou&Disse



“Ninguém começa realmente a viver, até que não tenha estado perto da morte”.
Jesse Stuart, escritor e poeta norte-americano

segunda-feira, agosto 18, 2008

Lusos Encantos



Óbidos

quarta-feira, agosto 13, 2008

Do Arco da Velha

Fraude ou a Busca da Perfeição?



A menina da esquerda foi a que verdadeiramente cantou, mas a da direita é que deu a cara na Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. Fraude ou a busca da perfeição? A justificação do Comité Olímpico foi a de que a menina da esquerda não era suficientemente bonita para um evento transmitido à escala mundial.

A esta história juntou-se outra. A de que também as imagens do espectáculo fogo de artifício que entrou pelos nossos ecrãs na Cerimónia de Abertura de Pequim 2008 foram produzidas digitalmente e preparadas "in studio" ao longo do último ano.

Para que nada falhasse? Ou um sinal dos tempos?

Vale a pena conferir tudo o que se disse aqui.
Directo à Questão

Os Dias do Fim de Radovan Karadzic ou um Exercício sobre a Natureza Humana


O antigo líder político dos sérvios da Bósnia, Radovan Karadzic, detido a 21 de Julho na Sérvia acusado de genocídio, encontra-se actualmente a aguardar julgamento na prisão do Tribunal Penal Internacional de Haia. Karadzic é acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, nomeadamente devido ao massacre de cerca de 8.000 muçulmanos em Julho de 1995 em Srebrenica, no este da Bósnia.
Grande responsável pelas sangrentas mortes da Guerra dos Balcãs, o antigo líder político viveu nos últimos 13 anos sob o nome de Dragan Dabic, um camponês e operário da construção civil, e sob a aparência de Petar Glumac, um curandeiro sérvio. Completamente transfigurado, quem era aquele homem que foi recentemente detido pelas autoridades sérvias? Seria o simpático curandeiro da aldeia que salvou da morte dezenas de enfermos ou o assustador carniceiro acusado da morte de milhares de muçulmanos? Um anjo ou um monstro? Existirá dentro de cada um de nós um ser violento capaz das maiores atrocidades? Será que estamos perante um homem de fundo bom?
Afinal de contas, a detenção de Radovan Karadzic provocou uma onda de protestos e manifestações dos seus seguidores, em pleno coração de Belgrado. Afinal de contas, os seus defensores dizem que ele não é mais culpado do que qualquer outro numa guerra em tempo de liderança política. Afinal de contas, a sua fuga às autoridades durante mais de uma década fez dele um herói internacional entre os sérvios da Bósnia. Em 21 de Fevereiro de 2008, no momento da independência da do Kosovo, dezenas de retratos de Karadzic invadiram Belgrado durante exibições de protesto. Afinal de contas, estamos perante um político com formação de base em Psiquiatria na Universidade de Sarajevo e um reconhecido autor de poesia, influenciado pelo escritor sérvio Dobrica Cosic.
Mas será que poderemos mesmo desculpabilizar Radovan Karadzic?
No “Le Monde”, em editorial, escreveu-se há tempos: « Radovan Karadzic encarnou o nacionalismo sérvio mais puro, mais duro, mais louco. Karadzic vivia no seu universo de poesia épica, fascinado pelo que chamava a sua "raça de guerreiros", rodeado de papas ortodoxos e de ideólogos parecendo não ter compreendido muito que a Europa tinha evoluído desde o fim da dominação otomana. O pior talvez para Karadzic é que ele terá sido detido não pelos Muçulmanos bósnios que quis exterminar, não pelos Ocidentais que odiava, mas por uma Sérvia prestes a sair da sua época mais demoníaca, uma Sérvia ainda muito nacionalista mas dirigida por democratas, um país prestes a reconciliar-se pouco a pouco com os seus vizinhos e a avançar para a Europa comunitária.»
De nada vale especular sobre a justeza da detenção do antigo líder sérvio. Não é possível perdoar a alguém responsável por milhares de mortes de pessoas inocentes. Não é possível perdoar a alguém que busca o extermínio de todo um povo. Não é possível perdoar a alguém que provoca tal sofrimento. Não é possível perdoar a alguém enlouquecido pelo poder e pela ambição.
Por detrás do simpático curandeiro de aldeia está o lado mais negro da existência humana. É essa existência que admite a violência como algo inato no seu ser. Mas que tem de condenar as formas extremas dessa violência, porque para qualquer característica inata existe um filtro social que impede a sua manifestação no estado mais puro. É esse filtro social que nos faz seres racionais e não meros animais que matam por puro instinto sobrevivência. Nesse filtro cabem, entre outros, os valores e normas sociais, as noções de cidadania e vida em comunidade, os imperativos de desenvolvimento e progresso humanos.
A violência é inata à natureza humana. A necessidade de poder é intemporal. Mas são sempre os valores os principais causadores das guerras. Sejam eles políticos, religiosos ou ideológicos.
Essa comunidade que resulta de um processo de desenvolvimento social e humano – com falhas, é certo – vai fzer Radovan Karadzic responder pelos seus crimes. Não é o modelo perfeito. Nunca será possível unificar valores e crenças à escala universal. Mas a humanidade precisa de evoluir. E, enquanto cidadãos, todos somos responsáveis por esse desenvolvimento.

Todas as Questões.
Aqui.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Palavras de Vida Eterna

Chega De Saudade

Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz Não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai
Mas, se ela voltar
Se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calada assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim...

Vinicius de Moraes

quinta-feira, agosto 07, 2008

Verdes Anos

A Abelha Maia

terça-feira, agosto 05, 2008

100 Comentários



O "Plano de Higienização" de uma Sapataria Chinesa, numa localidade perto de si.

sexta-feira, agosto 01, 2008

O Cerne da Questão

Portugal fez tudo errado.... MAS CORREU TUDO BEM!

«Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português. Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.
Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um sóelemento: Portugal.
A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinha também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.
Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido".
Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas.
Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.
Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento. Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual.
Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.
Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhantes às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante.
É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma:
Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade.Citando as próprias palavras do texto:
"Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento?"
A resposta, simples, é que ninguém sabe.
Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável.
O texto termina dizendo: "O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".»

João César das Neves

quarta-feira, julho 30, 2008

100 Comentários



À entrada de um estabelecimento comercial, numa localidade perto de si...

quinta-feira, julho 24, 2008

Directo à Questão

Jogos Olímpicos: O Espelho de um Mundo

Os Jogos Olímpicos constituíram desde sempre, ao longo da história, um espelho do clima político e social à escala mundial. Apesar de serem ancorados, desde os tempos da Grécia Antiga, num espírito pacificador – através da famosa “trégua olímpica” – muitas foram as vezes que este propósito subjacente à dinâmica dos Jogos não se concretizou. Por exemplo, nas duas Grandes Guerras Mundiais os Jogos Olímpicos não se realizaram. Em contrapartida, noutras ocasiões, conseguiram ser mesmo desencadeadores de guerras. Em 1972, membros da equipa israelita foram feitos reféns por uma equipa de comandos palestinianos extremistas, provocando uma série de mortos, naquele que haveria de ficar para a história como o Massacre de Munique. Já em 1936, Hitler serviu-se dos Jogos para tentar mostrar a superioridade da raça ariana e recusou-se a entregar a medalha de ouro ao atleta Jesse Owens.
Também a mensagem Humanista, baluarte do espírito olímpico, muitas vezes deixou de ser cumprida. Constituem exemplos os famosos boicotes aos Jogos de 1980 e 1984, durante a Guerra Fria, pelo bloco de países soviéticos e pelos Estados Unidos, respectivamente, e ainda mais recentemente, o violento atentado à bomba ocorrido em Atlanta nos Jogos de 1996.
Temos pois que, dada a importância e a visibilidade dos Jogos Olímpicos à escala mundial, vem vindo a assistir-se a uma subversão dos princípios que norteiam este acontecimento, tendo os Jogos sido frequentemente usados enquanto palco privilegiado para a expressão mais ou menos directa de confrontos políticos e reivindicações sociais. Não é, portanto, surpreendente a recente polémica em torno de um eventual boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, no próximo Verão.
Nesta questão, há um facto inquestionável. À luz dos princípios de Direito Internacional, a ocupação do Tibete pelo Estado Chinês é uma ocupação ilegítima e contrária a todos esses princípios que esse tal Estado Chinês diz respeitar. E o outro estado, o estado a que a situação chegou actualmente, é o resultado de anos e anos de uma enorme repressão religiosa, económica e política por parte da China.
Muito para além do caso tibetano, esta posição repressora da China tem claramente contribuído para as dramáticas situações vividas nos territórios do Darfur e da Birmânia. E mais, a China é o maior protector diplomático da Kartum e Rangoon, e o maior consumidor do petróleo produzido no Sudão.
Os Jogos Olímpicos têm ainda posto a nu todos os problemas ligados à protecção dos Direitos Humanos na China, nomeadamente quando nos chegam notícias de uma verdadeira limpeza nas ruas de Pequim, de mendigos, prostitutas e outras formas visíveis de pobreza.
Contudo, parece-me que um boicote às Olimpíadas não constitui, de forma alguma, a melhor resposta no contexto actual. São particularmente evidentes os prejuízos para os atletas, que se prepararam anos a fio para o maior evento desportivo à escala mundial e vêem assim goradas as expectativas de sucesso alimentadas durante os últimos tempos. Em meu entender, apenas uma combinação entre medidas de repressão sobre a China e diálogo diplomático com Pequim poderá produzir resultados valorosos.
O poder actual da China na economia à escala mundial não pode ser ignorado. A realização dos Jogos Olímpicos do próximo Verão, mais do que uma ameaça, deverá constituir uma oportunidade para o povo chinês provar a sua capacidade de organização e a sua influência no Mundo. Não pode é de maneira alguma servir para mascarar as evidentes desigualdades sociais do país e afirmar o poder do Estado Chinês por via da força e da repressão sobre os mais fracos.
Os tibetanos encontraram, naturalmente, nos Jogos Olímpicos, uma janela de oportunidade para fazerem ouvir a sua mensagem. Neste contexto, o Dalai Lama encara hoje o seu maior desafio desde o exílio, há 49 anos. Será que a sua mensagem de paz trará definitivamente a liberdade ao seu povo? Uma coisa é certa. A mensagem passou e, independentemente do desfecho final desta História, o Tibete pode pelo menos congratular-se com uma maior abertura e sensibilização da comunidade internacional para um grave problema de violação dos Direitos Humanos.

Comente estas e outras reflexões. Aqui.

terça-feira, julho 22, 2008

Falou&Disse



«Os mercados em alta (bull markets) nascem no pessimismo, crescem no cepticismo, amadurecem no optimismo e morrem na euforia».
Sir John Templeton

John Marks Templeton, um dos mais bem sucedidos investidores do último século, reconhecido como filantropo, pioneiro do investimento global e contrário a modas, faleceu no passado dia 8 de Julho, aos 95 anos. Templeton tornou-se uma figura de culto na comunidade de investidores, atraindo inúmeros interessados às suas palestras anuais. Os seus princípios de investimento são intemporais e puramente baseados em bom senso.

O sucesso de John Templeton exemplifica as virtudes da paciência, de evitar a ansiedade, de manter flexibilidade e disciplina, não ligando a modas. De investir com a máxima convicção, contra a maré, nos momentos de maior pessimismo, nunca perdendo de vista o valor intrínseco dos activos, comprando por menos o que vale mais. De nunca perder a noção que ninguém acerta 100% das vezes, pelo que é necessário diversificar para reduzir os riscos.

Numa entrevista à Forbes em 1978, Templeton afirmou: «Eu nunca me interrogo sobre se o mercado vai subir ou descer, porque não sei, nem me interessa. Limito-me a procurar acções, país após país, questionando: “Onde está aquela que tem o preço mais baixo em relação ao que acredito que ela vale?”. Quarenta anos de experiência ensinaram-me que é possível ganhar dinheiro sem nunca saber em que direcção vai o mercado».

[Fonte: ActivoBank7]

sexta-feira, julho 18, 2008

Fantástico

Deliciosa sátira à campanha presidencial norte-americana

quinta-feira, julho 17, 2008

O Cerne da Questão



São as mulheres que escolhem?

Também aqui.

segunda-feira, julho 14, 2008

E que tal um Joguinho para Descontrair?



games.unblockall.net

A Jogar PacMan? Que vergonha... Vai mas é trabalhar!!...

Se ainda fosse o SuperMario!... Esse sempre é canalizador e faz alguma coisa de útíl para a sociedade!...

terça-feira, julho 08, 2008

Fantástico

Lino Lima, "A Ferrinho e Fogo", in Contemporâneos, RTP.

Directo à Questão

A Qualidade dos Exames no Contexto da Qualidade do Ensino


Muito se tem discutido sobre a facilidade dos Exames Nacionais deste ano. Apetece-me começar por afirmar que, uma vez mais, os portugueses revelam a sua crónica insatisfação e inconformismo. Se os exames são difíceis é porque são difíceis e exigem demasiado dos alunos, as questões não são claras ou avaliam temas laterais. Se os exames são fáceis é porque são fáceis e não exigem qualquer esforço, as questões são demasiado básicas ou não reflectem o nível de exigência esperado. É verdade que o português tem opinião sobre tudo e está sempre pronto a criticar o que quer que seja. Mas será que desta vez tem mesmo razão? Os Exames deste ano foram mesmo mais fáceis que o habitual? E será que isso é positivo ou negativo?
Qualquer inquérito informal efectuado “junto de um professor perto de si” será suficiente para perceber que a opinião generalizada é a de que, de facto, as Provas e Exames produzidos este ano pelo Ministério da Educação foram efectivamente mais fáceis, quando comparados com os dos anos anteriores.
A importância deste tipo de Provas, realizadas a nível nacional, é inequívoca. Permite, antes de mais, um estabelecimento de competências mínimas para um determinado nível de ensino. Para além disso, facilita todo um tipo de comparações de enorme utilidade para a avaliação do Sistema de Ensino. Comparação entre escolas, comparação entre alunos, comparação entre professores. É aqui que reside todo um grande conjunto de questões.
Será justo avaliar a qualidade de uma escola pela nota dos Exames Nacionais dos seus alunos? Existem demasiadas variáveis que interferem na qualidade do ensino produzido numa determinada escola para que possamos reduzi-la às classificações dos Exames e depois produzir rankings a partir desses dados, anualmente divulgados e amplamente difundidos pela comunicação social. Esta classificação dos estabelecimentos de ensino mostra-se puramente artificial, ignorando as diferenças socais existentes entre as populações de cada escola e contribuindo para o agudizar da questão relacionada com a diferenciação entre ensino público e privado. Procura-se, com base em critérios de classificação discutíveis, criar uma elite que diferencie das restantes as melhores instituições de ensino, aquelas que melhor preparam os alunos. As escolas, para não se verem sem a sua matéria-prima, os alunos, que “fogem” para as melhores instituições, vêem-se obrigadas a utilizar várias estratégias para conseguirem cativar jovens, cada vez em menor número numa sociedade envelhecida. Os alunos, esses procuram o melhor para a sua formação, tomando como critério de tomada de decisão a exigência e a qualidade do estabelecimento de ensino. Será esta a resposta da escola a uma sociedade competitiva e exigente? Estaremos nós a regressar ao modelo da “escola-fábrica” que vigorou num passado não muito longínquo? Deverá a educação constituir uma mercadoria, como qualquer produto de consumo imediato? Serão os alunos meros produtos de um processo cuja qualidade varia de escola para escola? E mais, será justo avaliar a qualidade dos professores pelas classificações dos seus alunos nos Exames?
Temos pois que é nossa opinião que a qualidade de um estabelecimento de ensino ou de um professor de uma determinada disciplina não pode ser avaliada exclusivamente (ou maioritariamente) pelas classificações dos Exames. Mas se isso é verdade, também o é que os exames constituem uma das melhores formas – se não a melhor! – de comparar alunos. Sim, de facto a nota de um aluno não pode ser reduzida ao resultado de um Exame (que pode naquele dia ter corrido pior devido ao nervosismo, ou por ter incidido mais sobre aquela matéria que dominava pior). Contudo, o Exame tem, e é justo que continue a ter, um peso significativo na selecção dos alunos. E é aqui que reside o busílis da questão.
Se no 4.º, 6.º ou 9.º ano de escolaridade, ou seja, no terminus de cada ciclo de ensino da escolaridade obrigatória, os exames servem sobretudo para nivelar competências e aferir conhecimentos (daí serem – e muito bem – designados como “Provas de Aferição”), no 12.º ano eles têm um peso absolutamente significativo no acesso ao Ensino Superior. Nesta fase, os Exames adquirem uma outra função – a função discriminatória. Ou seja, contribuem decisivamente para a selecção dos candidatos que acedem ao Superior e dos Cursos e Instituições que representam.
É extraordinariamente gratificante encontrar um professor a festejar a alegria de um aluno seu que sai da prova eufórico porque achou fácil ou porque correu bem. Ou daquele que conseguiu entrar no curso superior da sua preferência. Muitos professores vivem e sobrevivem diariamente na sua profissão para este tipo de pequenas alegrias. Mas os alunos não podem, pura e simplesmente, entrar todos no Ensino Superior.
É por isso que consideramos que os Exames não podem ser difíceis, no sentido em que devem ser claros e não conduzir a dúvidas de interpretação ou correcção e devem avaliar temas centrais e competências chave. Mas também não podem ser fáceis, no sentido em que devem ter um nível de exigência mínimo que possibilite a distinção entre quem estudou e quem não estudou, e entre quem atingiu as competências e quem superou essas competências. E nós sabemos que atingir este equilíbrio é um desafio para quem elabora uma prova com a exigência de um Exame Nacional.
Falamos de qualidade das escolas, de qualidade dos professores, de qualidade do ensino. Agora falamos da qualidade dos Exames. E, em meu entender, a qualidade dos Exames deste ano será medida não pelo número de positivas ou pelo número de alunos que concluíram o Ensino Secundário, ou ainda pelas classificações mínimas de acesso ao Superior. Estes valores até podem subir todos em relação ao ano anterior e isso não significa que os exames tenham tido melhor qualidade. Essa qualidade dos Exames tem que ser avaliada pelo diferencial entre a nota da disciplina (resultado de um processo de aprendizagem contínuo) e a classificação do Exame. Se um aluno tiver nota 10 no final do ano e tiver 18 no Exame algo estará mal. E lá chegamos novamente aos professores. A culpa terá que ser sempre deles?

Vá Directo à Questão.
Aqui.

segunda-feira, julho 07, 2008

100 Comentários





Amy Winehouse no seu melhor...



Descubra as diferenças...

quarta-feira, julho 02, 2008

O Cerne da Questão



Karolina Kurkova e a pura subversão do ideal de beleza contemporâneo (0u o regresso às origens). Finalmente!!!

Leia a notícia integral aqui.

Lamentável

Uma câmara de videovigilância do hospital Kings County, em Brooklyn, Nova Iorque, captou as imagens da morte de uma mulher na sala de espera da urgência psiquiátrica. Chamava-se Esmin Green e morreu no passado dia 19, enquanto esperava por uma cama na unidade hospitalar.
O vídeo foi divulgado pela equipa de advogados que há um ano tem um processo contra o hospital por negligência e dispensa grandes comentários. Segundo os advogados, só 45 minutos depois da queda é que alguém se abeirou da mulher para lhe prestar assistência.
Perante esta situação, a agência que explora o Hospital decidiu despedir três responsáveis pela urgência psiquiátrica, o médico que estava de serviço e o funcionário da segurança. Duas enfermeiras foram igualmente suspensas.
Apetece-me perguntar: É esta a poderosa América, terra de sonhos e arauto do progresso?

terça-feira, julho 01, 2008

Directo à Questão

A Irlanda e o Futuro do Tratado de Lisboa

No passado dia 12 de Junho, o futuro da União Europeia esteve nas mãos dos Irlandeses. Nas mãos de pouco mais de 3 milhões de cidadãos, o equivalente a menos de um terço da população portuguesa e a menos de 1% da população europeia. Pelo menos foi assim que a imprensa internacional se referiu à importância do referendo ao Tratado de Lisboa pela Irlanda.
Já alvo de ratificação parlamentar pela maioria dos países da União, o denominado Tratado Reformador Europeu, assinado em Lisboa pelos 27 Estados-membros, parecia ser – finalmente – a resposta possível (embora longe da ideal) para o impasse criado desde a rejeição de uma Constituição Europeia. Uma solução airosa, conciliadora, mas sofrível, conseguida sob a batuta da Presidência Portuguesa da União Europeia. Uma vitória de Portugal e de José Sócrates. Uma vitória da Europa.
Mas também um Documento fragmentado, inteligível e feito à medida dos interesses, cada vez menos conciliáveis e unificáveis, dos 27 estados que o assinaram. Resultado de intermináveis rondas negociais e de múltiplas cedências relativamente à proposta inicial de Constituição, o Tratado de Lisboa diz muito pouco a quem o tenta ler (confesso que tentei!). E por isso disse também muito pouco aos irlandeses, que decidiram ficar maioritariamente em casa no passado dia 12. Com uma taxa de abstenção na ordem dos 80% e uma vitória do “Não” com mais de 53% dos votos, os irlandeses demonstraram uma clara rejeição, não apenas ao Tratado de Lisboa, mas a todo o próprio processo de integração europeia. A Europa volta a estar em crise. Estará a construção europeia em cheque? Que ilações poderemos retirar do “Não” irlandês?
É verdade que o resultado de um qualquer processo eleitoral deste género é indissociável da realidade interna do país em que ocorre, sendo habitualmente aproveitado para transmitir uma mensagem (de reforço ou punição) relativamente ao desempenho governativo interno. Foi, de resto, em larga medida, o que sucedeu, por exemplo, no “Não” francês à Constituição Europeia. No entanto, não se pode dizer que estes resultados que nos chegam da Irlanda fossem inicialmente expectáveis. A Irlanda tem sido um dos países mais beneficiados com a integração no espaço europeu. Em várias sondagens de opinião à escala europeia, os irlandeses demonstravam ser dos cidadãos mais convictamente europeístas. Todos os partidos políticos da Irlanda, sem excepção, fizeram campanha eleitoral pelo “Sim”. Temos pois que, quando os dirigentes daquele país decidiram cumprir uma promessa eleitoral e optaram por referendar o Tratado, dificilmente estariam à espera destes resultados. Podiam alegar, como o fizeram outros países (entre os quais Portugal), que o Documento em causa está longe de ser uma Constituição e, que por isso, não se justifica o cumprimento da promessa de referendo. No entanto, não tenho dúvidas que, quer os dirigentes irlandeses, quer os responsáveis máximos da União Europeia, jamais acreditaram que fosse possível que os cidadãos da Irlanda dissessem “Não” ao Tratado de Lisboa. Mais, que fosse demonstrado um tamanho afastamento dos irlandeses relativamente à causa europeia.
Mas eu afirmo que os resultados não me surpreendem. Diria mesmo mais. Se o Governo Português decidisse referendar o Tratado de Lisboa por estas bandas – como, de resto, foi pressionado para fazer por diversos quadrantes políticos internos – os resultados correriam o risco de ser ainda piores. Antes de mais, face aos níveis de abstenção verificados em Portugal em anteriores referendos, está mais que provado que, como afirmou recentemente o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o mecanismo referendário não tem revelado grande receptividade por parte dos portugueses. Se, mesmo em questões tão fracturantes como o aborto ou a regionalização, não conseguimos um nível de adesão superior a 50%, o que esperar de um referendo a uma matéria de interesse europeu?
É bem evidente o afastamento dos portugueses relativamente às questões europeias. As eleições para o Parlamento Europeu são sempre das menos concorridas e é nítido que o que se passa na Europa não está entre as principais preocupações lusas. Considero mesmo que a construção e integração europeias, em Portugal, como noutros países, pouco diz ao cidadão comum, existindo apenas uma certa “elite” que, efectivamente, acompanha de perto as questões da União. Em Portugal, como noutros países, é ainda bem evidente a progressiva desacreditação da classe política e consequente divórcio das ideologias político-partidárias. Assim se percebe como é que o “Não” ganha num referendo em que todos os partidos políticos apoiam o lado oposto da barricada.
Então e agora? Uns defendem o fim do Tratado de Lisboa. Outros pedem que o processo de ratificação prossiga nos países em que ainda não ocorreu. Outros ainda chegam mesmo a sugerir a exclusão temporária da Irlanda do processo de integração europeu. Qualquer que seja a decisão futura, a única certeza que fica é a de que a Europa vive nova situação de impasse, mergulhando uma vez mais numa crise que há bem pouco tempo julgava ultrapassada. Uma dor de cabeça enorme para a França, que em Julho assume a presidência da União, sucedendo à Eslovénia. Aguardemos, pois, as cenas dos próximos capítulos.

Descubra estas e outras prelecções.
Aqui.

segunda-feira, junho 30, 2008

Palavras de Vida Eterna

Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?

Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.

Fernando Pessoa

quarta-feira, junho 25, 2008

Home Made Photo



Via-se Da Weasel na Sertã (21 Junho 2008).

quarta-feira, junho 18, 2008

Sertã em Festa

terça-feira, junho 17, 2008

100 Comentários



Age of Empires?

sexta-feira, junho 06, 2008

Carpe Diem

Eu jamais escreveria um post sobre o meu dia-a-dia se hoje não fosse um excelente dia para o fazer. Os meus dias contam-se agora pelo Luxemburgo, numa etapa única de (re)encontro de afectos e culturas.

Entrego-me à descoberta de uma espécie de mundo à parte.

Estou bem. Só para que se saiba.

segunda-feira, junho 02, 2008

O Cerne da Questão

Estado cobra ilegalmente €0,12 por litro

Um dia, dia 23 de Maio para ser mais preciso, e á conversa com um grande colega (o “chefe” do blog BatatasComBacalhau), e com base num gráfico publicado num jornal, chegamos à triste conclusão que o estado estava a cobrar, de forma totalmente ilegítima, 12 cêntimos por cada litro de combustível vendido cá no país dos Tugas.

Vamos analisar o gráfico:


Um gráfico semelhante a este foi publicado num jornal de tiragem nacional, que não vou identificar, apenas se houverem dúvidas na credibilidade. Este foi reproduzido mantendo os valores constantes no original.

O gráfico representa a distribuição do dinheiro num litro de gasolina 95 a custar €1,40. Na legenda, as percentegens representam a fracção percentual atribuída a cada tópico.

Podemos ver que 42% do que pagamos, correspondente a €0,59, entra directamente nos cofres do estado com o rótulo de ISP, ao que podemos somar ainda o IVA… Com tudo isto conclui-se que o estado arrecada a exorbitante quantia de €0,83 por cada litro de combustível, equivalente a 59% do total, um dado que sinceramente perfiro não comentar.

Dado acharmos que o valor do IVA era realmente um abuso, acabei por calcular de onde aparecia tal valor. Vamos então explorar as contas:

Sabemos à partida que tudo somado é igual a €1,40.

Sendo a taxa do IVA aplicada ao combustível igual a 21%, experimentei somar a logística ao custo do produto mais a margem, e calcular o IVA resultante: 0,48 + 0,09 = 0,57… 21% de de tufo isto resulta num valor de quase €0,12… Achei aceitável, mas havia uma discrepância demasiado grande do valor apresentado…

Somei então todas as parcelas: ISP (0,59), Custo do produto (0,48), logística (0,09) e o IVA calculado (0,12). O resultado, mais uma vez, não se ficou no valor esperado (que seria o tal €1,40): fixando-se em €1,28. Faltavam 12 cêntimos para o valor anunciado. Havia algo de errado com o IVA.

Passou-me algo pela cabeça, já convencido que se trataria de uma ilegalidade, e imediatamente refiz as contas anteriores, apenas alterando o valor de incidência do IVA… Se o IVA, além de incidir sobre o custo de produto e os custos relacionados com a logística, incidir também sobre o ISP, pagamos os tais 24 cêntimos que nos estão a ser cobrados.

Há relativamente pouco tempo tivemos uma situação muito parecida com o mercado automóvel: o IVA incidia directamente sobre o IA (Imposto Automóvel), o que acabava por influenciar o preço final do automóvel. Nessa altura concluiu-se que era ILEGAL cobrar um imposto que incidisse directamente sobre outro. Neste caso temos o IVA a incidir sobre o ISP, o que inflaciona o preço por litro em 12 cêntimos… Valor este válido se o preço de combustível fosse de €1,40.

Considero portanto, à luz destes dados, que o estado está a cobrar um imposto de forma totalmente ilegal, embora acredite que, tal como aconteceu com o mercado automóvel, o estado vá resolver este assunto com a maior urgência… Será?

E o que podemos fazer? Julgo que um bom passo seria tornar esta falha pública. Se tiver uma página pessoal, sinta-se à vontade para copiar este post e publicar na sua página. Estará a dar um contributo importante para que este imposto seja regularizado.

Aproveite ainda para seguir o link do post original e comente este post. Deixe-me saber a sua opinião…

Originalmente publicado por Dogkiller11
http://tuguices.wordpress.com/

quinta-feira, maio 29, 2008

Silent Magic Words



Yael Naim - New Soul

I'm a new soul I came to this strange world hoping
I could learn a bit 'bout how to give and take.
But since I came here felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake

La-la-la-la-la-la-la-la...

I'm a young soul in this very strange world
Hoping I could learn a bit 'bout what is true and fake.
But why all this hate?
Try to communicate finding
Just that love is not always easy to make.

La-la-la-la-la-la-la-la...

This is a happy end cause'
You don't understand
Everything you have done
Why's everything so wrong

This is a happy end
Come and give me your hand
I'll take your far away.

I'm a new soul
I came to this strange world
Hoping I could learn a bit about how to give and take
But since I came here felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake

New soul...
In this very strange world...
Every possible mistakes
Possible mistakes
Every possible mistakes
Mistakes, mistakes, mistakes...

segunda-feira, maio 26, 2008

Delicioso

Aí está um dos motivos porque considero a série Weeds simplesmente "viciante" e a sua protagonista, a actriz Mary Louise Parker, verdadeiramente "desconcertante".

terça-feira, maio 20, 2008

100 Comentários



As eleições americanas no seu melhor.

segunda-feira, maio 19, 2008

Palavras de Vida Eterna

O Sorriso

Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele,
tirar a roupa,
ficar nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, maio 15, 2008

100 Comentários



Vamos ao "balie"? Numa localidade perto de si...

quarta-feira, maio 14, 2008

Verdes Anos

Jovens Heróis de Shaolin

quinta-feira, maio 08, 2008

Lamentável (ou não!...)

Videoclip do tema "Carro Funerário", o mais famoso (enfim, o único) grande hit do incomparável (por todos os motivos e mais algum) grupo rock da Sertã, os geniais PopXula.

segunda-feira, maio 05, 2008

Fantástico



Vai um joguinho de tetris?
Desta vez estive lá mesmo...

sexta-feira, maio 02, 2008

Lusos Encantos



Várzea de Pedro Mouro, Sertã

quarta-feira, abril 30, 2008

Pura Ilusão

terça-feira, abril 29, 2008

100 Comentários





Quer acabar com a taxa de deficiência na sua região? Siga o exemplo desta rampa que, em vez de eliminar barreiras arquitectónicas, cria-as... Numa localidade perto de si!!!

quarta-feira, abril 23, 2008

Fantástico

Achmed, The Dead Terrorist

terça-feira, abril 15, 2008

Palavras de Vida Eterna

Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.
Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! É a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! São canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

Antero de Quental
Lamentável



Haka Barrosã

segunda-feira, abril 14, 2008

Ver TV

Uma Noite Desconcertante

As novas noites de segunda-feira na RTP2 juntam duas das mais desconcertantes e (por isso) apaixonantes séries alguma vez produzidas.

Sobre “Weeds”, já aqui se escreveu em Agosto de 2007 porque é que é difícil não ficar viciado nela. Recupero as palavras que gizam os argumentos:

«Uma Série Viciante

“Weeds”, série norte-americana de 30 minutos lançada pela RTP2 com o título “Erva”, é, seguramente, a série mais original e melhor escrita da televisão portuguesa, desde a passagem pelo pequeno ecrã das aventuras da família Fisher em “Sete Palmos de Terra”.

Criada pela argumentista e produtora Jenji Kohan, “Weeds” constitui um magnífico exercício de ficção, em que esta se cruza com a realidade de uma forma insólita e fascinante. A história é a de uma mulher que enviúva jovem e que, para sustentar a família, começa a comercializar marijuana. Daqui até o tarado irmão do marido lhe oferecer um vibrador como prenda ou o filho mais novo ser suspenso na escola depois de provocar uma batalha no recreio, é um pequeno passo. Ou seja, “Weeds” explora de uma forma sublime cada personagem e faz uma brilhante sátira aos valores de uma sociedade representada por uma família dos subúrbios ricos de Los Angeles. Sem estereótipos ou generalizações. Sem pretensões de moralismo ou bom-senso. Um retrato fiel das relações humanas. Um exercício de estilo algures entre a ironia e a realidade. Uma série recheada de ambiguidades. Como a vida.

Mary Louise Parker, até aqui actriz secundária em vários filmes, encontra em “Weeds” a oportunidade de ouro para provar todo o seu valor. Desconcertante, estranha, mas genial e a todos os títulos brilhante, a protagonista lidera um bom elenco que, associado à excelência do argumento e dos diálogos, transforma “Weeds” num caso sério de sucesso nos Estados Unidos. A confirmação de uma série viciante, a apreciar com dedicação nas próximas noites de segunda-feira na RTP2.»

Começa com uma polémica cena de sexo entre o protagonista e uma freira.


“Californication”, que esta noite estreou na televisão pública, mas que já há uns tempos pode ser acompanhada na FOX, marca o regresso de David Duchovny ao pequeno ecrã, depois da sua mediática presença em “X-Files”. Mas se é difícil dissociar o actor da carismática personagem de Fox Mulder, é também indiscutível reconhecer a qualidade de interpretação de Duchovny, bem patente em “Californication”. A sua personagem, o degradante e “ganzado” Hank Moody, leva ao extremo a imagem do escritor que trocou toda a sua auto-estima por uma vida promíscua e decadente. Um pouco gasto? Talvez. Mas deliciosamente extremado.


Particularmente rica é a presença dos actores secundários. A ex-companheira de Hank, Karen (a grandiosa Natacha McElhone), encaixa voluptuosamente na série, proporcionando um vertiginoso desenrolar de emoções. A que se junta a filha do casal, Becca (a brilhante Madeleine Martin), jovem adolescente, que traz à série aquele toque especial (sobretudo quando pronuncia palavras como “vagina” ou “apalpão”).


A interacção entre as três intrigantes personagens faz o resto. Ao contrário do que à primeira vista possa parecer, esta não é uma série sobre sexo. Ela é sobre relações humanas nos nossos tempos, enformada por uma lasciva atmosfera sexual, que lhe confere uma particularidade única.

Uma última nota para a evolução que é ver “Weeds” e “Californication” em episódios separados de meia hora. Já havíamos lamentado a exibição das anteriores temporadas de “Weeds”, em dose dupla, com dois episódios semanais de 30 minutos, abruptamente interrompidos na ligação entre ambos, quando se percebe perfeitamente que cada episódio foi concebido e idealizado para ser “devorado” isoladamente, com uma dinâmica própria do género.

quarta-feira, abril 09, 2008

Carpe Diem

O Renascer dos Dias


“Há-de haver, ou rasgamo-la nós,
Uma janela qualquer
Toda aberta
Que se abra inesperadamente
Para outro futuro”

É um tempo de mudança. Finalmente, recolhidas as pedras do caminho, está na hora de construir uma nova casa. Uma casa em que cabem todos os que nela já estiveram e ainda todos aqueles que quiserem participar nesta renovada construção.

Dizia-se ontem em “Anatomia de Grey”, que todos nós sofremos danos. Uns mais do que outros. Todos nós necessitamos de reparar os danos que vamos sofrendo. Não queremos apagá-los. Mas dependemos uns dos outros para os superar. Porque afinal é assim que crescemos.

Nada será como dantes.

Esta semana, o fim um árduo período de reticências. Dúvidas que se transformam agora num renovado rejubilar de afectos. Numa redescoberta da vida. Num retomar de projectos pessoais e profissionais. Num renascer dos dias.

Esta semana, o oficial regresso à labuta dos dias. Felizmente, é tempo de matar saudades. Felizmente, é tempo de reviver momentos memoráveis. Felizmente, é tempo de partilhar afectos e angústias. Felizmente, é tempo de fazer do sofrimento felicidade.

Esta semana, a concretização de um sonho antigo. Reflexões e considerações partilhadas sobre os temas que marcam a actualidade. Directo às ideias. Directo à questão. Às quartas, às 8h30 e às 15h30, nos 91.3 FM, 92.7 FM, 107.0 FM, em http://www.radiocondestavel.pt/, ou em http://directoaquestao.blogs.sapo.pt/.

Nada será como dantes.

sexta-feira, abril 04, 2008

Delicioso

segunda-feira, março 31, 2008

Palavras de Vida Eterna

Certas palavras podem dizer muitas coisas;
Certos olhares podem valer mais do que mil palavras;
Certos momentos nos fazem esquecer que existe um mundo lá fora;
Certos gestos parecem sinais guiando-nos pelo caminho;
Certos toques parecem estremecer todo nosso coração;
Certos detalhes nos dão certeza de que existem pessoas especiais,
Assim como você que deixarão belas lembranças para todo o sempre.

Vinícius de Morais
Fantástico

O Arco-da-Velha também é pedagogia. E depois do famoso vídeo do liceu Carolina Michaelis, em que podemos descobrir a escola no seu pior, segue-se um vídeo verdadeiramente didáctico (não que não haja muito a aprender com a cena do telemóvel e da simpática professora de Francês!). Aprenda com o especialista Dan Brown (o do Código Da Vinci é outro!!) a desvendar um dos maiores mistérios da humanidade:

Como se resolve o Cubo Mágico?




terça-feira, março 25, 2008

100 Comentários

segunda-feira, março 24, 2008

Esses e Outros Sons

O Poder do Soul


Lisboa, 19 de Março de 2008.

Um Pavilhão Atlântico repleto aplaude rendido uma das grandes vozes do momento, na apresentação do seu mais recente álbum “As I Am”.

Alicia Keys não desilude os milhares de fãs e, durante mais de duas horas absolutamente electrizantes, proporciona um verdadeiro “non-stop show” apenas à altura das grandes vedetas. Isto sob um fundo de enorme simplicidade: assim se define a antítese do espectáculo proporcionado pela nova vedeta do soul.

O glamour e a grandeza do momento contrastam com a naturalidade da música e da própria beleza de Alicia Keys. O poder das palavras emana de cada letra, de cada som. O piano adquire uma centralidade particular em palco, algo pouco habitual em actuações desta natureza.

Assim se constrói uma performance única, centrada na palavra e nos afectos dos temas trauteados a rigor por uma audiência rendida. E nem o fantástico jogo de luz e cor que lhe serve de base esconde os verdadeiros protagonistas da noite: a música e a voz.

Simultaneamente elementar na forma e grandioso no conteúdo, é este o poder do espectáculo de Alicia Keys. É este o poder do soul.

Silent Magic Words

If You Were a Sailboat

If you were a cowboy, I would trail you
If you were a piece of wood, I’d nail you to the floor
If you were a sailboat, I would sail you to the shore
If you were a river, I would swim you
If you were a house, I would live in you all my days
If you were a preacher, I’d begin to change my ways

Sometimes I believe in fate
but the chances we create
always seem to ring more true
you took a chance on loving me
I took a chance on loving you

If I was in jail I know you’d spring me
If I were a telephone you’d ring me all day long
If I was in pain I know you’d sing me soothing songs

Sometimes I believe in fate
but the chances we create
always seem to ring more true
you took a chance on loving me
I took a chance on loving you

If I was hungry you would feed me
if I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you’d read me every night

If you were a cowboy I would trail you
If you were a piece of wood I’d nail you to the floor
If you were a sailboat I would sail you to the shore
If you were a sailboat I would sail you to the shore

Katie Melua



terça-feira, março 11, 2008

Lamentável





As previsões para 2007 e 2008, por Mestre Alves


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Delicioso

quarta-feira, março 05, 2008

Lamentável...



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