sexta-feira, setembro 26, 2008

Cinemacção

Algumas das piores traduções de títulos de cinema:

Must Love Dogs - Mulher com Cão Procura Homem com Coração
Gone Baby Gone - Vista Pela Última Vez
Balls of Fury - Não me Toques nas Bolas
Love Actually - O Amor Acontece
Die Hard - Assalto ao Arranha Céus
Harold and Kumar go to the White Castle - Grande Moca Meu
White Man Can't Jump - Branco não sabe meter
See No Evil - Coleccionador de Olhos
Jersey Girl - Era uma vez...um pai
Shallow Ha - O Amor é Cego
Snatch - Porcos e Diamantes
Serendipity - Feliz Acaso
Road Trip - Sem Regras
The Bucket List - Nunca É Tarde Demais
Forgetting Sarah Marshall - Um Belo Par...de Patins
Sleepy Hollow - A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça
Bloodsport - Força Destruidora
Black Snake Moan - A Redenção
Monsters Ball - Depois do Ódio
Lost in Translation - O Amor é um Lugar Estranho
Are we there yet? - Estás frito, meu!
Shaun of the Dead - Zombies Party
Little Miss Sunshine - Família à Beira de um Ataque de Nervos
Keeping the Faith - Uma Loira muito Loira
Big Wednesday - Os Três Amigos
Run, Fatboy, Run - A Maratona do Amor

Nalguns, de facto, até se percebe a dificuldade de tradução à letra do inglês, mas noutros... Sinceramente!! Há momentos infelizes...

quarta-feira, setembro 24, 2008

Verdes Anos



The Muppet Show


A boa notícia é que os famosos "Marretas" estão de volta. E já podemos ir espreitando algumas pérolas da nova versão em http://muppets.com/. Aqui fica um delicioso abrir de apetite...

Por Sam, The Eagle...


Stars & Stripes FOREVER!

Ver TV

"O Momento da Verdade": Até onde pode ir a ganância e o mediatismo?


O novo fenómeno televisivo em Portugal chama-se “O Momento da Verdade” e é mais uma importação de uma fórmula de sucesso internacional. Naquele programa, é suposto os concorrentes serem confrontados com factos da sua vida pessoal e confirmarem a sua veracidade sob controlo electrónico. As verdades dos participantes valem uns milhares de euros e valem ainda algumas páginas de jornais.
Em primeiro lugar, o que é que leva alguém a concorrer a um programa destes? Os concorrentes sabem, à partida, que vão vender a sua vida privada. Também sabem, ou pelo menos deviam saber, que, ao exporem publicamente a sua intimidade, arriscam-se a magoar aqueles que com eles a partilharam. Também se parte do pressuposto que os participantes conhecem o mediatismo deste tipo de programas e o esforço que será feito para apelar à emoção.
No entanto, antes do programa, tudo isso parece pesar menos que o chorudo prémio em jogo ou as perspectivas de exposição mediática. Depois do programa, é que os participantes se lembram que o mediatismo é efémero e que correm o risco de arruinar a vida por “um punhado de euros”.
Assim sendo, as pessoas que participam neste tipo de concursos são tipicamente sujeitos egocêntricos, ou seja muito centrados em si próprios e na sua vida e muito menos naqueles que os rodeiam. Tendem a ter elevada auto-estima e a valorizarem-se facilmente perante o mundo, maximizando aspectos positivos e minimizando aspectos negativos. Habitualmente movidos pela ganância e pelo mediatismo, são pessoas pouco conscientes da importância dos outros na sua vida. É a típica figura do “Eu é que sei”. E, pelos vistos, há muitos portugueses assim. Em declarações à revista Sábado, Piet-Hein, da CBV Produções Televisivas, produtora do concurso, diz ter recebido entre 600 e 900 candidaturas, só numa primeira fase.
O formato tem todos os ingredientes de sucesso em Portugal. Emoção do primeiro ao último minuto, exposição da vida privada e sentimentos à flor da pele. Atrás deste programa de puro sensacionalismo e aproveitamento dos sentimentos alheios para ganhar audiências, a SIC criou todo um conjunto de outros programas, “tertúlias cor-de-rosa e companhia”, que se dedicam a analisar, ate à exaustão, cada uma das respostas dos concorrentes d’ “O Momento da Verdade”. E assim, os portugueses vão consumindo lixo televisivo atrás de lixo televisivo. E lá vamos podendo assistir, semanalmente, a um programa que é o espelho da tal sociedade de “brandos costumes”.

Excerto de artigo publicado na íntegra aqui.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Directo à Questão

Um bebé “activo” é um bebé “hiperactivo”?


Choro, birras sistemáticas, dificuldade em acalmar e recusa em comer e dormir são características dos bebés irritáveis que levam muitos pais e crianças às urgências hospitalares. Habitualmente, os pais falam de cólicas, mas muito recentemente, com a vulgarização do termo, é comum ouvirmos os pais falarem em “hiperactividade” dos bebés. Mas afinal, as cólicas serão desculpa para tudo? Será que um bebé de meses pode ser “hiperactivo”? E o que será melhor: uma criança rabujenta e agitada ou um bebé calmo e dorminhoco?
Uma coisa é um bebé que chora com regularidade mas consegue manter longos períodos de sono, outra coisa é uma criança que tem dificuldade em acalmar e organizar os ritmos de sono e alimentares. Será que podemos falar em hiperactividade nestes casos?
Parece-nos que a velha máxima de que cada caso é um caso se adapta perfeitamente ao ponto em discussão. Não há diagnósticos-chapéu, ou seja, não existe uma regra. No entanto, sabemos que os bebés são crianças muito sofisticadas que comunicam sistematicamente com a realidade envolvente.
Segundo o Manual Internacional de Diagnóstico das Perturbações Mentais - DSM-IV -, a Hiperactividade é um distúrbio caracterizado por um “padrão persistente de falta de atenção e impulsividade, com uma intensidade mais frequente e grave que o observado habitualmente nos sujeitos com um nível semelhante de desenvolvimento”. Estamos, pois, perante uma doença com critérios de diagnóstico bem definidos, que não se reduzem à agitação psicomotora e irritabilidade. É um distúrbio com alguma prevalência em idade escolar, mas nunca numa fase de desenvolvimento infantil.
Nestas idades, mais do que em hiperactividade, devemos antes falar em depressão, no sentido em que os sintomas comportamentais do bebé não são mais do que uma manifestação do verdadeiro problema da criança: a fraca reacção ou a reacção desadequada a estímulos no meio.
Pedopsiquiatras portugueses têm investigado a influência da depressão materna no comportamento e desenvolvimento emocional das crianças nos primeiros anos de vida, uma vez já ter sido comprovado que o estado emocional das mães pode afectar o bebé. Como referimos, os bebés estão em constante comunicação com a realidade envolvente. Uma gravidez de alto risco implica uma menor taxa de solicitações do meio. Logo, um bebé filho de uma mãe deprimida tem mais probabilidades de desenvolver um problema de atraso de crescimento intra-uterino. Esta criança, uma vez cá fora, longe do conforto do útero materno, vai reagir naturalmente menos aos estímulos da ernvolvente.
Em contrapartida, numa gravidez normal, o bebé, quando vem cá para fora, retoma um conjunto de ligações que lhe permite tranformar-se numa criança calma mas comunicativa, serena mas proactiva, porque já teve um pouco de tudo isso na barriga da mãe. É por isso que as mães grávidas não devem privar-se de emoções. É por isso que a comunicação é de extrema importância durante a gravidez.
Segundo o Professor Eduardo Sá, os bebés que mais preocupam os especialistas em Psicologia Infantil são os que nos berçários nunca dão problemas: “sempre caladinhos, nunca choram quando têm fome, é um pouco «estou mal, mas deixem-me estar», reagem pouco aos estímulos, dormem muito e adequam-se a todas as atitudes dos pais”. Para Eduardo Sá, “estes bebés já estão tão deprimidos que nem têm força para reagir com raiva. Os bebés não são anjos, reagem, choram... esses são os bebés saudáveis”.
Temos pois que deve ser muito mais preocupante para um pai um bebé que não chora, não ri, não tem birras, tem ritmos de sono desorganizados ou então está sempre a dormir, do que um bebé que chora, mexe, ri e faz birras. É a sua reacção natural aos estímulos do meio. É a sua forma de comunicar com o exterior.

Vá Directo à Questão.
Aqui.

domingo, setembro 14, 2008

Carpe Diem



Zurique, 2008/09/11

terça-feira, setembro 09, 2008

E o Paraíso Aqui Tão Perto...



Quelha da Sertã à noite...

sexta-feira, setembro 05, 2008

Home Made Photo



Luz e Cor
100 Comentários



P´lo nosso Portugal...

quarta-feira, setembro 03, 2008

Directo à Questão

Obama ou McCain? Emoções ao Rubro na Terra do Tio Sam


Os Estados Unidos da América vão a votos em Novembro. É o culminar de todo um ano de intensidade política, mas também de enorme espectáculo e de grande exposição mediática. Apetece dizer… É disto que os americanos gostam. Nesta fase, que vivem com uma emoção incomparável à escala planetária, os americanos redescobrem as suas grandezas mas também os seus defeitos. E mostram ao resto do mundo que o país dos sonhos tem tanto de magia como de ilusão. Apesar do complexo sistema de eleição dos delegados e super-delegados de cada partido e da estranha dinâmica de voto em cada Estado, convenhamos que a eleição presidencial norte-americana se trata efectivamente de um processo emotivo, cheio de espectacularidade e com uma dinâmica invejável.
Com toda a pompa e circunstância, Barack Obama foi oficialmente aclamado como candidato à Casa Branca no último dia da Convenção Democrata, que juntou mais de 75 mil apoiantes reunidos no Estado do Colorado. Parece que ninguém tem dúvidas que ele será o futuro Presidente dos Estados Unidos da América. Ou será que há motivos para recearmos outro desfecho que não esse?
Nos últimos dias, surgiu a mais dinâmica e inesperada novidade do lado republicano. Sarah Palin, ex-Miss, Governadora do Alasca há dois anos, evangélica de 44 anos, assumidamente pró-armas e pró-petróleo, é a escolhida por McCain para a vice-presidência. Surpresa? Talvez não. Estratégia? Claro que sim.
Enquanto mulher, Sarah Palin faz um evidente piscar de olho a todo o eleitorado democrata que votou em Hillary Clinton e surge relutante em apostar em Obama. Em face da sua idade e do global desconhecimento da sua carreira, Sarah Palin surge como rosto da necessária mudança e renovação, aspecto em que os 72 anos de McCain não parecem ajudar muito.
Mas é na religião, área em que o eleitorado americano é tão sensível, que reside o busílis da questão. É aqui que os republicanos prometem ganhar votos decisivos. Depois de John McCain ter alcançado, segundo as sondagens, o apoio dos protestantes evangélicos, Sarah Palin tem um percurso particularmente apelativo para o eleitorado católico conservador. Assumidamente anti-aborto, é mãe de cinco filhos, assume a importância dos valores familiares e do equilíbrio entre carreira e família, e a cereja no topo do bolo é ter optado por ter tido o filho mais novo sabendo que ia nascer com Síndrome de Down.
Podemos facilmente criticar a escolha de Palin pela sua falta de currículo, pela sua inclusão pelo simples facto de ser mulher, pelo seu excessivo conservadorismo ou mesmo pela sua postura face ao poderoso lobby pró-armas. Mas os americanos é que votam. Segundo um estudo recente, se os europeus votassem, Obama tinha mais de 90% das intenções de voto. No entanto, algumas sondagens nos Estados Unidos, chegam a dar a vitória a McCain.
Mas os americanos é que votam. Sim, os americanos conservadores e avessos à mudança. Os americanos que temem pela sua segurança e não querem, de modo algum, perder a sua posição de hegemonia à escala mundial. Enfim, os americanos pródigos em deixar o resto do mundo à beira de um ataque de nervos.
Como refere Miguel Monjardino no Jornal Expresso desta semana, “De quatro em quatro anos, os europeus têm durante o Verão um sonho americano. Durante este agradável sonho, os americanos elegem um presidente sofisticado, intelectual, progressista, educado nas melhores universidades do país, eloquente, curioso em relação às mais recentes políticas públicas e ao que se passa no estrangeiro. Nessas abençoadas semanas, os europeus acordam optimistas em relação ao futuro do Velho e Novo Continente.
O problema é que a seguir vem o Outono. E com o Outono vem o choque e o pavor. O presidente ardentemente desejado no Velho Continente perde para um candidato conservador, anti-intelectual, céptico em relação ao papel do governo federal, adepto do mercado, retrógrado em questões sociais, religiosas e judiciais, partidário da pena de morte e apologista das virtudes do poder militar Americano.”
Será que o cenário volta a repetir-se este ano? Seguem-se os dois mais intensos meses de uma campanha presidencial como só os americanos nos sabem proporcionar. No próximo dia 4 de Novembro, descobriremos quem ri por último nesta história.

terça-feira, setembro 02, 2008