Sexta-feira, Julho 10, 2009

Delicioso


Quinta-feira, Julho 09, 2009

Do Arco da Velha




A foto de capa do DN de hoje pode ser machista, infeliz, desadequada ou tudo o mais que quiserem dizer. Mas lá que a objectiva foi muito oportuna, lá isso foi... Não foi, Senhor Berlusconi?

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Fantástico

"Historia de un Letrero"

Curta-metragem vencedora do Festival de Cannes em 2008.

Terça-feira, Julho 07, 2009

Verdes Anos

As Aventuras do Bocas

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Ecos do Pensamento




"Ah a realidade imediata reconforta, nem que seja a realidade de uma pedra que nos atirem"

Vergílio Ferreira, Carta ao Futuro, 1957

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Fantástico

Marco histórico no Twitter em português: 28 de Junho de 2009 - Pedro Tochas promove a Primeira Manifestação organizada via Twitter em Portugal.

Todos os detalhes do evento aqui.

Terça-feira, Junho 30, 2009

DesconcertArte



Paul Gauguin, In the Waves, 1889

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Palavras

Adorno.

Adjectivando,
ele contornava a realidade a vermelho
Em circunferências magistrais.
Como se o advérbio
para esse fim
não bastasse.

Era um esteta da verossimilhança banal,
que, da circunscrição do adorno
erigia uma retórica obsessional,
de interesse circunscrito,
uma filosofia do ornamento
eminentemente pessoal.

Quando ele traçava a perna,
as palavras, mesmo se soezes,
travestiam-se - há muito -
de restícios de verdade instantânea.

Ele lia
quando ela chegou.
Coisas de contabilidade, dizia
e estatística
corpo de ciência de que se faz o estado.
Era importante, esse dia.

Havia ganho
o prémio da mediocridade, feito de quem lambe as botas certas.
Não era surpresa, contudo
Desde pequeno que ouvia elogios
da sua língua -
prodígio de musculatura faladora.

Gravava verdades em caminho obscuro
sem traçado, ou parcamente indicado.
Para estar sempre à altura do que acontecia.

Naquele dia,
era pessoa de circular felicidade:
Coreógrafo da banalidade,
Premiado esteta do adorno,
finalista que dominava contabilidade -
estava pronto, enfim,
para ganhar eleições
numa qualquer edilidade.

Como sempre, genial. em http://starjamming.blogspot.com/

Verdes Anos

O Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro, RTP (1988)

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Carpe Diem


Morreu o Rei...




Amado por muitos. Odiado por muitos mais. Acabou de ser noticiada a morte de Michael Jackson, depois de ter sido encontrado em casa sem respirar. Para a história ficarão as polémicas e a loucura, mas também a irreverência e a grandeza de "Thriller" e “Bad”. Genial.


No Twitter alguém pergunta quando será encontrada a caixa negra...

Sexta-feira, Junho 12, 2009

O Cerne da Questão


A fome e a pobreza num mundo globalizado...

"Chicken a la Carte", uma curta-metragem de Ferdinand Dimadura (2005), que dá que pensar... E de que maneira!!!

Domingo, Junho 07, 2009

Fantástico



O "novo" Magalhães

Uma inovadora estratégia de "fuga para a frente" face à crise no artesanato português.

Sexta-feira, Junho 05, 2009

Carpe Diem



Feira das Tradições 2009 (clique para aumentar)

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Pura Ilusão

Terça-feira, Junho 02, 2009

Fantástico

Mais um sketch d'Os Contemporâneos absolutamente obrigatório. "Charles Darwin e o Elo Perdido" é uma reportagem para devorar segundo a segundo. Inteligente, mordaz e muito, muito divertida.

Lamentável

Pérolas da música portuguesa...


Júlio Miguel e Lêninha - O Filho do Recluso


Élvio Santiago - Vou-te Excluir do Meu Orkut

Verdes Anos

O Homem Elástico

Quarta-feira, Maio 27, 2009

"DesconcertArte"



Velazquez, Las Meninas
Directo à Questão

O rastilho de pólvora da Bela Vista ou uma reflexão sobre o Estado Social

Os recentes acontecimentos no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, trouxeram (uma vez mais) à baila as delicadas questões da insegurança e do medo na sociedade portuguesa em geral e, em particular, nos problemáticos bairros sociais das nossas cidades. E, acima de tudo, voltam a pôr-nos a pensar na valia das políticas sociais dos últimos anos no nosso país, que conduziram à proliferação de bairros em zonas sub-urbanas que hoje são, indiscutivelmente, focos de pobreza e de exclusão social, precisamente os problemas que pretendiam combater à data da sua criação.

Similares, mas não propriamente comparáveis, os incidentes em França e na Grécia, num passado não muito longínquo, chocaram o mundo e fazem antever que este fenómeno se torne cada vez mais comum nas nossas cidades. Estaremos preparados para estes focos de violência que, apesar de localizados, parecem tão difíceis de controlar? Será de considerar a hipótese de alastramento e generalização deste tipo de distúrbios a outras cidades e zonas urbanas com problemas idênticos? Poderemos falar em verdadeiros guetos, barris de pólvora prestes a explodir, particularmente no contexto actual de turbulência económica e de crise global? Estarão as forças de segurança devidamente equipadas e preparadas para este tipo de violência?

Muitas questões. Decerto demasiadas questões. Existirão respostas? Fáceis não há nenhuma de certeza. A resposta mais facilitista será, naturalmente, culpar a sociedade como um todo. Mas podemos decerto ir mais fundo. Tanta é a responsabilidade das sucessivas políticas e estratégias sociais que, ao longo dos anos, não foram capazes de antever cenários como o actual.

Vejamos os factos. São três os núcleos da Bela Vista, em Setúbal, com uma população total de 3920 habitantes. O chamado “Bairro Azul” é o mais diversificado, com 48% de portugueses, 31% de africanos, 18% de ciganos e 3% de timorenses. A taxa de desemprego no Bairro da Bela Vista ronda os 29%, mais do triplo de média nacional. Mais de 20% dos moradores recebe Rendimento Social de Inserção. A média das rendas mensais pagas no Bairro é de cerca de 6€. Cerca de um quarto dos moradores não concluiu sequer o primeiro ciclo do Ensino Básico. Existem grupos organizados rivais, existem gangs armados, existe tráfico de droga.

São factos. Valem o que valem. Mas não deixam de denunciar uma mistura explosiva. É este o resultado de anos de políticas sociais assentes no assistencialismo e na subsidio-dependência. O resultado de anos sem uma política de imigração eficiente e sem a integração social dos descendentes daqueles que foram chegando aos centros urbanos por via dos fluxos migratórios. O Bairro da Bela Vista, como outros, nunca devia, pura e simplesmente, ter existido.