segunda-feira, agosto 21, 2006

Palavras de Vida Eterna

A morte não é nada,
Só passei para o outro lado,
Eu sou eu, vós sois vós.
O que era para vós, continuo a ser.
Dai-me o nome que sempre me deste,
Falai-me como sempre o fizeste.
Não empregueis uma maneira diferente,
Não tomeis um ar triste.
Continuai a rir daquilo que nos fazia rir juntos,
Sorriam e pensem em mim.
Que o meu nome seja pronunciado em casa
Como sempre foi,
Sem exagero de coisa alguma.
A vida significa tudo o que sempre foi.
O fio não está cortado.
Porque estarei fora do vosso pensamento,
Simplesmente porque não me vedes?
Não estou longe,
Só estou do outro lado do caminho.

Charles Péguy

[Sempre contigo, Joaninha...]

1 comentário:

natércia disse...

O que não falta são textos, imagens, religiões, teorias sobre a morte. Pena é que não passem de consolações efémeras. Por muito que mantenhamos na memória quem perdemos, o facto é que não voltamos a tê-los connosco. E isto é penosamente doloroso. E nós somos absolutamente impotentes.