segunda-feira, março 31, 2008
Certas palavras podem dizer muitas coisas;
Certos olhares podem valer mais do que mil palavras;
Certos momentos nos fazem esquecer que existe um mundo lá fora;
Certos gestos parecem sinais guiando-nos pelo caminho;
Certos toques parecem estremecer todo nosso coração;
Certos detalhes nos dão certeza de que existem pessoas especiais,
Assim como você que deixarão belas lembranças para todo o sempre.
Vinícius de Morais
Como se resolve o Cubo Mágico?
terça-feira, março 25, 2008
segunda-feira, março 24, 2008
O Poder do Soul
Lisboa, 19 de Março de 2008.
Um Pavilhão Atlântico repleto aplaude rendido uma das grandes vozes do momento, na apresentação do seu mais recente álbum “As I Am”.
Alicia Keys não desilude os milhares de fãs e, durante mais de duas horas absolutamente electrizantes, proporciona um verdadeiro “non-stop show” apenas à altura das grandes vedetas. Isto sob um fundo de enorme simplicidade: assim se define a antítese do espectáculo proporcionado pela nova vedeta do soul.
O glamour e a grandeza do momento contrastam com a naturalidade da música e da própria beleza de Alicia Keys. O poder das palavras emana de cada letra, de cada som. O piano adquire uma centralidade particular em palco, algo pouco habitual em actuações desta natureza.
Assim se constrói uma performance única, centrada na palavra e nos afectos dos temas trauteados a rigor por uma audiência rendida. E nem o fantástico jogo de luz e cor que lhe serve de base esconde os verdadeiros protagonistas da noite: a música e a voz.
Simultaneamente elementar na forma e grandioso no conteúdo, é este o poder do espectáculo de Alicia Keys. É este o poder do soul.
Silent Magic Words
If You Were a Sailboat
If you were a cowboy, I would trail you
If you were a piece of wood, I’d nail you to the floor
If you were a sailboat, I would sail you to the shore
If you were a river, I would swim you
If you were a house, I would live in you all my days
If you were a preacher, I’d begin to change my ways
Sometimes I believe in fate
but the chances we create
always seem to ring more true
you took a chance on loving me
I took a chance on loving you
If I was in jail I know you’d spring me
If I were a telephone you’d ring me all day long
If I was in pain I know you’d sing me soothing songs
Sometimes I believe in fate
but the chances we create
always seem to ring more true
you took a chance on loving me
I took a chance on loving you
If I was hungry you would feed me
if I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you’d read me every night
If you were a cowboy I would trail you
If you were a piece of wood I’d nail you to the floor
If you were a sailboat I would sail you to the shore
If you were a sailboat I would sail you to the shore
Katie Melua
terça-feira, março 11, 2008
quarta-feira, março 05, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
And the Oscar Goes To…
No ano em que a cerimónia dos Óscares juntou obras de alguns dos meus realizadores de eleição – Paul Thomas Anderson, Tim Burton, David Cronenberg ou Joel e Ethan Cohen – e muitos dos grandes nomes da interpretação na actualidade – Daniel Day-Lewis, Johnny Depp, George Clooney, Philip Semour Hoffman, Javier Bardem Viggo Mortensen ou Cate Blanchett – sigo os meus dias, eufórico e ainda meio atordoado, depois de uma noite em branco, mas deliciosamente colorida com o inconfundível glamour e a irrepreensível magia de Hollywood.
No rescaldo da festa, aqui fica a lista dos vencedores da 80.ª Edição dos mais célebres prémios do cinema:
Melhor filme: «Este país não é para velhos» - Joel e Ethan Coen
Melhor realizador: Joel Coen e Ethan Coen («Este país não é para velhos»)
Melhor actor: Daniel Day-Lewis («Haverá sangue»).
Melhor actor secundário: Javier Bardem («Este país não é para velhos»).
Melhor actriz: Marion Cotillard («La Vie en Rose»).
Melhor actriz secundária: Tilda Swinton («Michael Clayton - Uma questão de consciência»).
Melhor guião adaptado: Joel Coen e Ethan Coen («Este país não é para velhos»).
Melhor guião original: Diablo Cody («Juno»).
Melhor filme de animação: «Ratatui» (Disney).
Melhor direcção artística: Dante Ferreti e Francesca Lo Schiavo («Sweeney Todd: O terrível barbeiro de Fleet Street»).
Melhor fotografia: Robert Elswit («Haverá sangue»).
Melhor guarda-roupa: Alexandra Byrne («Elizabeth: A idade de ouro»).
Melhor documentário: «Taxi to the Dark Side» - Alex Gibney e Eva Orner.
Melhor documentário em curta-metragem: «Freeheld».
Melhor montagem: Christopher Rouse («The Bourne Ultimatum»).
Melhor filme estrangeiro: «Os falsificadores» - Stefan Ruzowitzky (Áustria).
Melhor caracterização: Didier Lavergne e Jan Archibald («La Vie en Rose»).
Melhor banda sonora original: Dario Marianelli («Expiação»).
Melhor canção original: «Falling Slowly» («Once»).
Melhor curta-metragem de animação: «Peter & the Wolf».
Melhor curta-metragem: «Le Mozart des Pickpockets».
Melhor montagem de som: Karen Baker Landers e Per Hallberg («The Bourne Ultimatum»).
Melhor mistura de som: Scott Millan, David Parker e Kirk Francis («The Bourne Ultimatum»).
Melhores efeitos visuais: Michael Fink, Bill Westenhofer, Ben Morris e Trevor Wood («The Golden Compass»).
Fonte: Diário Digital / Lusa
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Para Lá do Tempo…
Na penumbra das lembranças encontro ânimo…
No arrastar do quotidiano vejo azul…
Na tristeza da saudade descubro conforto…
Aquele cintilante conforto em que descanso
Aquela intrépida corrente de esperança
Aquela inimaginável vontade de comprometer
Aquele sublime descobrir de prazeres e afectos
E assim sou Rei
Rei de um castelo imaginário
Rei de uma terra de ninguém
Rei de um mundo ao qual só acede quem eu quero
Rei de uma história sem passado
Mas com um futuro repleto de ventura
Em que renasço
Num amanhã onde o ontem nos ensina
Que o hoje é infindável
Em que ressurjo
Para lá das nuvens…
Para lá do tempo…
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
segunda-feira, janeiro 14, 2008
And the Golden Globe goes to...
Melhor Filme - Comédia ou Musical «Sweeney Todd: O terrível barbeiro de Fleet Street»
Melhor actriz dramática Julie Christie («Away from her»)
Melhor actor dramático Daniel Day-Lewis («Haverá Sangue»)
Melhor actriz - Comédia ou Musical Marion Cotillard («La Vie En Rose»)
Melhor Actor - Comédia ou Musical Johnny Depp («Sweeney Todd: O terrível barbeiro de Fleet Street»)
Melhor Actor Secundário Javier Bardem («Este país não é para velhos»)
Melhor Actriz Secundária Cate Blanchett («I'm Not There»)
Melhor Realizador Julian Schnabel («O Escafandro e a Borboleta»)
Melhor Argumento («Este país não é para velhos») (Joel Coen, Ethan Coen)
Melhor Filme estrangeiro («O Escafandro e a Borboleta») (França, EUA)
Melhor Filme de Animação «Ratatouille»«
Melhor canção «O Lado Selvagem» («Guaranteed», de Eddie Vedder)
Melhor Banda Sonora «Expiação», de Dario Marianelli
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Um Mau Desempenho Sexual Justifica o Fim de um Relacionamento?
Finalmente. Um post sobre sexo. Já era tempo. Uma pesquisa num qualquer motor de busca com as palavras “arco-da-velha”, “sexo” e “pipi” pode trazer o cibernauta até estas paragens. Já estou excitado e tudo…
O tema que trago à baila surge a propósito de uma daquelas animadas tertúlias entre amigos que derivam pelos tortuosos mas também cativantes caminhos da sexualidade. Certo dia, uma amiga disse-me que queria terminar um relacionamento de anos porque o marido “beija mal o pipi” (e até já arranjou umas cassetes de vídeo para "ver se ele aprendia"). Outro dia, outra amiga desfez um namoro de anos porque o companheiro “é mau na cama”. A pergunta que naturalmente se impõe é: Onde é que se arranjam amizades destas?
Perdoem-me o tom descontraído das minhas palavras. A verdade é que a questão é bem séria e o desafio a que me propus não é de todo fácil. Queria que as minhas amigas pudessem mostrar este post aos companheiros sexuais num daqueles domingos à tarde e os fizessem perceber a importância do equilíbrio sexual em qualquer relacionamento (se quiserem fazer mais qualquer coisa também estão à vontade!). Muni-me de várias obras de referência, desde excertos dos intemporais “Relatórios Kinsey”, publicados nos anos cinquenta, até ao verdadeiro ícone “Encenações e Comportamentos Sexuais”, do Prof. Valentim Alferes, obra que teve direito a um post em regime de exclusividade nos primórdios do Arco-da-Velha. Mas acabei por decidir que, ao invés de compilar um conjunto de opiniões técnicas de diversos autores credenciados sobre comportamentos e (dis)funções sexuais de forma a fundamentar uma opinião sobre o assunto, existe uma melhor forma de tentar perceber se as minhas amigas têm ou não razão para “despacharem” os companheiros por mau desempenho sexual.
E que melhor método do que abrir a discussão aos leitores deste blogue? Afinal se estamos quase a atingir o milhar de visitas desde o início de Setembro, não acredito que todos aqui tenham vindo parar por acaso (até porque tenho os dados estatísticos que me permitem conhecer como vieram parar ao Arco-da-Velha, mas isso fica para um outro post um dia destes, porque há proveniências hilariantes) e acredito que este espaço pode ser um pouco mais interactivo. Abrindo um precedente (quiçá histórico!), convido os meus amigos e fiéis (ou não) leitores destas paragens a deixarem o seu comentário a este post tentando responder à pergunta que lhe serve de base. As minhas amigas têm ou não razão? Um mau desempenho sexual justifica ou não o fim de um relacionamento?
Não sei se esta metodologia é inédita (ou sequer se vai ter o mínimo de sucesso), mas fico à espera das vossas ideias e sugestões, não deixando, contudo, de salvaguardar o direito de não publicar comentários de conteúdo eventualmente obsceno ou não enquadrável nos objectivos da iniciativa. Ainda assim, como não podia deixar de ser, aqui ficam algumas opiniões técnicas (tendo por base estudos na área) e pontos de discussão sobre o tema que espero sirvam de linhas orientadoras para as vossas respostas:
- O sexo associado a um mero mecanismo de reprodução há muito é entendido como uma perspectiva limitativa da sexualidade humana e qualquer relação sexual deve, naturalmente, incluir e fomentar comportamentos propiciadores de prazer para além do mero coito reprodutivo, designadamente o sexo oral e anal, o beijo e exploração do corpo, as carícias heterossexuais (“petting”), os processos imaginais, os fetiches e demais fantasias sexuais
- É inequívoco que o tipo, o número e a diversidade de fantasias e a própria frequência de actividades sexuais devem ser definidas em conjunto pelo casal, idealmente através de um processo de negociação conjunta entre ambos
- As fantasias e fetiches sexuais não estão associados a dificuldades no funcionamento sexual nem a perturbações de personalidade, muito pelo contrário, eles permitem quebrar alguma monotonia ou falta de estimulação normais em determinados momentos do relacionamento
- A inovação das práticas sexuais depende, obviamente, da margem de liberdade que é dada a cada um dos lados do relacionamento e das respectivas codificações sociais e culturais da sexualidade
- Relativamente às motivações para o sexo, as mulheres tendem a valorizar mais dimensões predominantemente relacionais, como a proximidade emocional, as carícias e os beijos, enquanto os homens valorizam mais os aspectos essencialmente físicos, como o orgasmo, o prazer e o contacto oral-genital
- Se é verdade que os homens tendem a gostar mais de sexo do que as mulheres, também é verdade que são elas que mais valorizam a paixão enquanto motivação para o sexo e mais fazem depender o relacionamento do desempenho sexual
- Os homens julgam que percebem mais de sexo e vangloriam-se mais entre pares do que aquilo que realmente conhecem ou são capazes de concretizar (e por isso raramente procuram informar-se sobre o assunto ou melhorar a sua performance sexual), enquanto que as mulheres são mais modestas nos comentários entre pares, mas são aquelas que mais percebem de sexo e mais procuram informação tendo em vista a melhoria do seu desempenho sexual
- A harmonia de um relacionamento é indissociável da sexualidade, mas não depende exclusivamente desta: existe todo um conjunto de factores, que vão da esfera do trabalho a condicionantes económicas e factores de stress familiar que, como o desempenho sexual, interferem na funcionalidade da relação.
terça-feira, janeiro 08, 2008
quinta-feira, janeiro 03, 2008
No fim, o grupo ainda poupou trabalho aos detractores com aquele maravilhoso número final de gospel em que o coro lista, com grande euforia e arrebatamento e ao som de Oh Happy Day, tudo aquilo que de certeza haverá quem vá dizer hoje: que aquele fim-de-ano foi "uma grande merda", "fraquinho", que "eles são tão sobrevalorizados", etc. A verdade é que foi mais um triunfo da comédia alternativa e inteligente na televisão nacional, enquanto que, por exemplo, na TVI, decorriam... casamentos. A sério, casamentos. Passei por lá a dada altura e estava um senhor a casar pessoas. O que, vistas bem as coisas, acaba por ser comédia bastante alternativa. Involuntária, sim - mas bastante alternativa.
Boas férias, Cardi, Mucky, Nandy e Fininho!"
Nuno Markl, in Há Vida em Markl
Nota do Autor do Blogue: Vamos ter mesmo saudades deles, acreditem! Não é fácil à RTP1 ter 34,2% de share numa noite em que o confronto se fazia entre "Um Casamento de Sonho" e "Família Superstar". A RTP ficou mesmo em segundo lugar - atrás da TVI e ligeiramente à frente da SIC - nas audiências globais de 2007, conseguindo o seu melhor resultado desde 1999.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Best of the Year, by Time
A lista da prestigiada revista “Time” é extensa e inclui categorias tão diversas (e até absurdas) como “As dez melhores frases para colocar numa t-shirt” ou “Os dez melhores serviços para subcontratar” (em primeiro lugar está a gravidez!). Aqui ficam os vencedores que considero merecerem ser destacados:
Personalidade do Ano – Vladimir Putin, Presidente Russo
Canção do Ano – “Rehab”, por Amy Winehouse
Livro do Ano (não-ficção) – “The World Without Us”, de Alan Weisman
Livro do Ano (ficção) – “The Brief Wondrous Life of Oscarv Wao”, de Junot Díaz
Sensação Artística do Ano – A morte da indústria discográfica (será mesmo?), por Madonna e Radiohead
Momento Desportivo do Ano – Emoções ao rubro na Fórmula 1, por Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen
Avanço Médico do Ano – Vacina contra a gripe aviária
História Europeia do Ano – Afirmação do poder russo, por Vladimir Putin (numa lista em que a assinatura do Tratado de Lisboa surge em quarto lugar e o desaparecimento de Maddy no Algarve em nono)
Filme do Ano – “No Country for Old Man”, de Joel e Ethan Coen
Saída de Cena do Ano – Tony Blair (José Mourinho é o sétimo da lista)
História Mundial do Ano – Crise humanitária na Somália, “O Outro Darfur” (curiosamente na lista também encontramos o crescimento económico da economia angolana, em sexto, e a descoberta de reservas de petróleo no Brasil, em oitavo)
Separação do Ano – Nicolas & Cécilia Sarkozy
Maravilha Arquitectónica do Ano – Block Building (Museu da Arte da Cidade de Kansas, EUA)
História Religiosa do Ano – Crise de fé de Madre Teresa de Calcutá
Negócio do Ano – O CEO da News Corp., Rupert Murdoch, consegue o “Wall Street Journal” e o Dow Jones por $5 biliões
Vídeo do Ano – “Leave Britney Alone”
Site do Ano – lemonade.com
Jogo do Ano – “Halo 3”
Todos os detalhes em time.com




