quarta-feira, abril 30, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
terça-feira, abril 15, 2008
Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.
Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! É a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! São canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!
Antero de Quental
segunda-feira, abril 14, 2008
Uma Noite Desconcertante
As novas noites de segunda-feira na RTP2 juntam duas das mais desconcertantes e (por isso) apaixonantes séries alguma vez produzidas.
Sobre “Weeds”, já aqui se escreveu em Agosto de 2007 porque é que é difícil não ficar viciado nela. Recupero as palavras que gizam os argumentos:
«Uma Série Viciante
“Weeds”, série norte-americana de 30 minutos lançada pela RTP2 com o título “Erva”, é, seguramente, a série mais original e melhor escrita da televisão portuguesa, desde a passagem pelo pequeno ecrã das aventuras da família Fisher em “Sete Palmos de Terra”.
Criada pela argumentista e produtora Jenji Kohan, “Weeds” constitui um magnífico exercício de ficção, em que esta se cruza com a realidade de uma forma insólita e fascinante. A história é a de uma mulher que enviúva jovem e que, para sustentar a família, começa a comercializar marijuana. Daqui até o tarado irmão do marido lhe oferecer um vibrador como prenda ou o filho mais novo ser suspenso na escola depois de provocar uma batalha no recreio, é um pequeno passo. Ou seja, “Weeds” explora de uma forma sublime cada personagem e faz uma brilhante sátira aos valores de uma sociedade representada por uma família dos subúrbios ricos de Los Angeles. Sem estereótipos ou generalizações. Sem pretensões de moralismo ou bom-senso. Um retrato fiel das relações humanas. Um exercício de estilo algures entre a ironia e a realidade. Uma série recheada de ambiguidades. Como a vida.
Mary Louise Parker, até aqui actriz secundária em vários filmes, encontra em “Weeds” a oportunidade de ouro para provar todo o seu valor. Desconcertante, estranha, mas genial e a todos os títulos brilhante, a protagonista lidera um bom elenco que, associado à excelência do argumento e dos diálogos, transforma “Weeds” num caso sério de sucesso nos Estados Unidos. A confirmação de uma série viciante, a apreciar com dedicação nas próximas noites de segunda-feira na RTP2.»
Começa com uma polémica cena de sexo entre o protagonista e uma freira.
“Californication”, que esta noite estreou na televisão pública, mas que já há uns tempos pode ser acompanhada na FOX, marca o regresso de David Duchovny ao pequeno ecrã, depois da sua mediática presença em “X-Files”. Mas se é difícil dissociar o actor da carismática personagem de Fox Mulder, é também indiscutível reconhecer a qualidade de interpretação de Duchovny, bem patente em “Californication”. A sua personagem, o degradante e “ganzado” Hank Moody, leva ao extremo a imagem do escritor que trocou toda a sua auto-estima por uma vida promíscua e decadente. Um pouco gasto? Talvez. Mas deliciosamente extremado.
Particularmente rica é a presença dos actores secundários. A ex-companheira de Hank, Karen (a grandiosa Natacha McElhone), encaixa voluptuosamente na série, proporcionando um vertiginoso desenrolar de emoções. A que se junta a filha do casal, Becca (a brilhante Madeleine Martin), jovem adolescente, que traz à série aquele toque especial (sobretudo quando pronuncia palavras como “vagina” ou “apalpão”).
A interacção entre as três intrigantes personagens faz o resto. Ao contrário do que à primeira vista possa parecer, esta não é uma série sobre sexo. Ela é sobre relações humanas nos nossos tempos, enformada por uma lasciva atmosfera sexual, que lhe confere uma particularidade única.
Uma última nota para a evolução que é ver “Weeds” e “Californication” em episódios separados de meia hora. Já havíamos lamentado a exibição das anteriores temporadas de “Weeds”, em dose dupla, com dois episódios semanais de 30 minutos, abruptamente interrompidos na ligação entre ambos, quando se percebe perfeitamente que cada episódio foi concebido e idealizado para ser “devorado” isoladamente, com uma dinâmica própria do género.
quarta-feira, abril 09, 2008
O Renascer dos Dias
“Há-de haver, ou rasgamo-la nós,
Uma janela qualquer
Toda aberta
Que se abra inesperadamente
Para outro futuro”
É um tempo de mudança. Finalmente, recolhidas as pedras do caminho, está na hora de construir uma nova casa. Uma casa em que cabem todos os que nela já estiveram e ainda todos aqueles que quiserem participar nesta renovada construção.
Dizia-se ontem em “Anatomia de Grey”, que todos nós sofremos danos. Uns mais do que outros. Todos nós necessitamos de reparar os danos que vamos sofrendo. Não queremos apagá-los. Mas dependemos uns dos outros para os superar. Porque afinal é assim que crescemos.
Nada será como dantes.
Esta semana, o fim um árduo período de reticências. Dúvidas que se transformam agora num renovado rejubilar de afectos. Numa redescoberta da vida. Num retomar de projectos pessoais e profissionais. Num renascer dos dias.
Esta semana, o oficial regresso à labuta dos dias. Felizmente, é tempo de matar saudades. Felizmente, é tempo de reviver momentos memoráveis. Felizmente, é tempo de partilhar afectos e angústias. Felizmente, é tempo de fazer do sofrimento felicidade.
Esta semana, a concretização de um sonho antigo. Reflexões e considerações partilhadas sobre os temas que marcam a actualidade. Directo às ideias. Directo à questão. Às quartas, às 8h30 e às 15h30, nos 91.3 FM, 92.7 FM, 107.0 FM, em http://www.radiocondestavel.pt/, ou em http://directoaquestao.blogs.sapo.pt/.
Nada será como dantes.
sexta-feira, abril 04, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
Certas palavras podem dizer muitas coisas;
Certos olhares podem valer mais do que mil palavras;
Certos momentos nos fazem esquecer que existe um mundo lá fora;
Certos gestos parecem sinais guiando-nos pelo caminho;
Certos toques parecem estremecer todo nosso coração;
Certos detalhes nos dão certeza de que existem pessoas especiais,
Assim como você que deixarão belas lembranças para todo o sempre.
Vinícius de Morais
Como se resolve o Cubo Mágico?
terça-feira, março 25, 2008
segunda-feira, março 24, 2008
O Poder do Soul
Lisboa, 19 de Março de 2008.
Um Pavilhão Atlântico repleto aplaude rendido uma das grandes vozes do momento, na apresentação do seu mais recente álbum “As I Am”.
Alicia Keys não desilude os milhares de fãs e, durante mais de duas horas absolutamente electrizantes, proporciona um verdadeiro “non-stop show” apenas à altura das grandes vedetas. Isto sob um fundo de enorme simplicidade: assim se define a antítese do espectáculo proporcionado pela nova vedeta do soul.
O glamour e a grandeza do momento contrastam com a naturalidade da música e da própria beleza de Alicia Keys. O poder das palavras emana de cada letra, de cada som. O piano adquire uma centralidade particular em palco, algo pouco habitual em actuações desta natureza.
Assim se constrói uma performance única, centrada na palavra e nos afectos dos temas trauteados a rigor por uma audiência rendida. E nem o fantástico jogo de luz e cor que lhe serve de base esconde os verdadeiros protagonistas da noite: a música e a voz.
Simultaneamente elementar na forma e grandioso no conteúdo, é este o poder do espectáculo de Alicia Keys. É este o poder do soul.
Silent Magic Words
If You Were a Sailboat
If you were a cowboy, I would trail you
If you were a piece of wood, I’d nail you to the floor
If you were a sailboat, I would sail you to the shore
If you were a river, I would swim you
If you were a house, I would live in you all my days
If you were a preacher, I’d begin to change my ways
Sometimes I believe in fate
but the chances we create
always seem to ring more true
you took a chance on loving me
I took a chance on loving you
If I was in jail I know you’d spring me
If I were a telephone you’d ring me all day long
If I was in pain I know you’d sing me soothing songs
Sometimes I believe in fate
but the chances we create
always seem to ring more true
you took a chance on loving me
I took a chance on loving you
If I was hungry you would feed me
if I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you’d read me every night
If you were a cowboy I would trail you
If you were a piece of wood I’d nail you to the floor
If you were a sailboat I would sail you to the shore
If you were a sailboat I would sail you to the shore
Katie Melua
terça-feira, março 11, 2008
quarta-feira, março 05, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
And the Oscar Goes To…
No ano em que a cerimónia dos Óscares juntou obras de alguns dos meus realizadores de eleição – Paul Thomas Anderson, Tim Burton, David Cronenberg ou Joel e Ethan Cohen – e muitos dos grandes nomes da interpretação na actualidade – Daniel Day-Lewis, Johnny Depp, George Clooney, Philip Semour Hoffman, Javier Bardem Viggo Mortensen ou Cate Blanchett – sigo os meus dias, eufórico e ainda meio atordoado, depois de uma noite em branco, mas deliciosamente colorida com o inconfundível glamour e a irrepreensível magia de Hollywood.
No rescaldo da festa, aqui fica a lista dos vencedores da 80.ª Edição dos mais célebres prémios do cinema:
Melhor filme: «Este país não é para velhos» - Joel e Ethan Coen
Melhor realizador: Joel Coen e Ethan Coen («Este país não é para velhos»)
Melhor actor: Daniel Day-Lewis («Haverá sangue»).
Melhor actor secundário: Javier Bardem («Este país não é para velhos»).
Melhor actriz: Marion Cotillard («La Vie en Rose»).
Melhor actriz secundária: Tilda Swinton («Michael Clayton - Uma questão de consciência»).
Melhor guião adaptado: Joel Coen e Ethan Coen («Este país não é para velhos»).
Melhor guião original: Diablo Cody («Juno»).
Melhor filme de animação: «Ratatui» (Disney).
Melhor direcção artística: Dante Ferreti e Francesca Lo Schiavo («Sweeney Todd: O terrível barbeiro de Fleet Street»).
Melhor fotografia: Robert Elswit («Haverá sangue»).
Melhor guarda-roupa: Alexandra Byrne («Elizabeth: A idade de ouro»).
Melhor documentário: «Taxi to the Dark Side» - Alex Gibney e Eva Orner.
Melhor documentário em curta-metragem: «Freeheld».
Melhor montagem: Christopher Rouse («The Bourne Ultimatum»).
Melhor filme estrangeiro: «Os falsificadores» - Stefan Ruzowitzky (Áustria).
Melhor caracterização: Didier Lavergne e Jan Archibald («La Vie en Rose»).
Melhor banda sonora original: Dario Marianelli («Expiação»).
Melhor canção original: «Falling Slowly» («Once»).
Melhor curta-metragem de animação: «Peter & the Wolf».
Melhor curta-metragem: «Le Mozart des Pickpockets».
Melhor montagem de som: Karen Baker Landers e Per Hallberg («The Bourne Ultimatum»).
Melhor mistura de som: Scott Millan, David Parker e Kirk Francis («The Bourne Ultimatum»).
Melhores efeitos visuais: Michael Fink, Bill Westenhofer, Ben Morris e Trevor Wood («The Golden Compass»).
Fonte: Diário Digital / Lusa
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Para Lá do Tempo…
Na penumbra das lembranças encontro ânimo…
No arrastar do quotidiano vejo azul…
Na tristeza da saudade descubro conforto…
Aquele cintilante conforto em que descanso
Aquela intrépida corrente de esperança
Aquela inimaginável vontade de comprometer
Aquele sublime descobrir de prazeres e afectos
E assim sou Rei
Rei de um castelo imaginário
Rei de uma terra de ninguém
Rei de um mundo ao qual só acede quem eu quero
Rei de uma história sem passado
Mas com um futuro repleto de ventura
Em que renasço
Num amanhã onde o ontem nos ensina
Que o hoje é infindável
Em que ressurjo
Para lá das nuvens…
Para lá do tempo…




