sexta-feira, junho 06, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
Estado cobra ilegalmente €0,12 por litro
Vamos analisar o gráfico:
Um gráfico semelhante a este foi publicado num jornal de tiragem nacional, que não vou identificar, apenas se houverem dúvidas na credibilidade. Este foi reproduzido mantendo os valores constantes no original.
O gráfico representa a distribuição do dinheiro num litro de gasolina 95 a custar €1,40. Na legenda, as percentegens representam a fracção percentual atribuída a cada tópico.
Podemos ver que 42% do que pagamos, correspondente a €0,59, entra directamente nos cofres do estado com o rótulo de ISP, ao que podemos somar ainda o IVA… Com tudo isto conclui-se que o estado arrecada a exorbitante quantia de €0,83 por cada litro de combustível, equivalente a 59% do total, um dado que sinceramente perfiro não comentar.
Dado acharmos que o valor do IVA era realmente um abuso, acabei por calcular de onde aparecia tal valor. Vamos então explorar as contas:
Sabemos à partida que tudo somado é igual a €1,40.
Sendo a taxa do IVA aplicada ao combustível igual a 21%, experimentei somar a logística ao custo do produto mais a margem, e calcular o IVA resultante: 0,48 + 0,09 = 0,57… 21% de de tufo isto resulta num valor de quase €0,12… Achei aceitável, mas havia uma discrepância demasiado grande do valor apresentado…
Somei então todas as parcelas: ISP (0,59), Custo do produto (0,48), logística (0,09) e o IVA calculado (0,12). O resultado, mais uma vez, não se ficou no valor esperado (que seria o tal €1,40): fixando-se em €1,28. Faltavam 12 cêntimos para o valor anunciado. Havia algo de errado com o IVA.
Passou-me algo pela cabeça, já convencido que se trataria de uma ilegalidade, e imediatamente refiz as contas anteriores, apenas alterando o valor de incidência do IVA… Se o IVA, além de incidir sobre o custo de produto e os custos relacionados com a logística, incidir também sobre o ISP, pagamos os tais 24 cêntimos que nos estão a ser cobrados.
Há relativamente pouco tempo tivemos uma situação muito parecida com o mercado automóvel: o IVA incidia directamente sobre o IA (Imposto Automóvel), o que acabava por influenciar o preço final do automóvel. Nessa altura concluiu-se que era ILEGAL cobrar um imposto que incidisse directamente sobre outro. Neste caso temos o IVA a incidir sobre o ISP, o que inflaciona o preço por litro em 12 cêntimos… Valor este válido se o preço de combustível fosse de €1,40.
Considero portanto, à luz destes dados, que o estado está a cobrar um imposto de forma totalmente ilegal, embora acredite que, tal como aconteceu com o mercado automóvel, o estado vá resolver este assunto com a maior urgência… Será?
E o que podemos fazer? Julgo que um bom passo seria tornar esta falha pública. Se tiver uma página pessoal, sinta-se à vontade para copiar este post e publicar na sua página. Estará a dar um contributo importante para que este imposto seja regularizado.
Aproveite ainda para seguir o link do post original e comente este post. Deixe-me saber a sua opinião…
quinta-feira, maio 29, 2008
Yael Naim - New Soul
I'm a new soul I came to this strange world hoping
I could learn a bit 'bout how to give and take.
But since I came here felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake
La-la-la-la-la-la-la-la...
I'm a young soul in this very strange world
Hoping I could learn a bit 'bout what is true and fake.
But why all this hate?
Try to communicate finding
Just that love is not always easy to make.
La-la-la-la-la-la-la-la...
This is a happy end cause'
You don't understand
Everything you have done
Why's everything so wrong
This is a happy end
Come and give me your hand
I'll take your far away.
I'm a new soul
I came to this strange world
Hoping I could learn a bit about how to give and take
But since I came here felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake
New soul...
In this very strange world...
Every possible mistakes
Possible mistakes
Every possible mistakes
Mistakes, mistakes, mistakes...
segunda-feira, maio 26, 2008
segunda-feira, maio 19, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
quinta-feira, maio 08, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
sexta-feira, maio 02, 2008
quarta-feira, abril 30, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
terça-feira, abril 15, 2008
Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.
Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! É a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! São canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!
Antero de Quental
segunda-feira, abril 14, 2008
Uma Noite Desconcertante
As novas noites de segunda-feira na RTP2 juntam duas das mais desconcertantes e (por isso) apaixonantes séries alguma vez produzidas.
Sobre “Weeds”, já aqui se escreveu em Agosto de 2007 porque é que é difícil não ficar viciado nela. Recupero as palavras que gizam os argumentos:
«Uma Série Viciante
“Weeds”, série norte-americana de 30 minutos lançada pela RTP2 com o título “Erva”, é, seguramente, a série mais original e melhor escrita da televisão portuguesa, desde a passagem pelo pequeno ecrã das aventuras da família Fisher em “Sete Palmos de Terra”.
Criada pela argumentista e produtora Jenji Kohan, “Weeds” constitui um magnífico exercício de ficção, em que esta se cruza com a realidade de uma forma insólita e fascinante. A história é a de uma mulher que enviúva jovem e que, para sustentar a família, começa a comercializar marijuana. Daqui até o tarado irmão do marido lhe oferecer um vibrador como prenda ou o filho mais novo ser suspenso na escola depois de provocar uma batalha no recreio, é um pequeno passo. Ou seja, “Weeds” explora de uma forma sublime cada personagem e faz uma brilhante sátira aos valores de uma sociedade representada por uma família dos subúrbios ricos de Los Angeles. Sem estereótipos ou generalizações. Sem pretensões de moralismo ou bom-senso. Um retrato fiel das relações humanas. Um exercício de estilo algures entre a ironia e a realidade. Uma série recheada de ambiguidades. Como a vida.
Mary Louise Parker, até aqui actriz secundária em vários filmes, encontra em “Weeds” a oportunidade de ouro para provar todo o seu valor. Desconcertante, estranha, mas genial e a todos os títulos brilhante, a protagonista lidera um bom elenco que, associado à excelência do argumento e dos diálogos, transforma “Weeds” num caso sério de sucesso nos Estados Unidos. A confirmação de uma série viciante, a apreciar com dedicação nas próximas noites de segunda-feira na RTP2.»
Começa com uma polémica cena de sexo entre o protagonista e uma freira.
“Californication”, que esta noite estreou na televisão pública, mas que já há uns tempos pode ser acompanhada na FOX, marca o regresso de David Duchovny ao pequeno ecrã, depois da sua mediática presença em “X-Files”. Mas se é difícil dissociar o actor da carismática personagem de Fox Mulder, é também indiscutível reconhecer a qualidade de interpretação de Duchovny, bem patente em “Californication”. A sua personagem, o degradante e “ganzado” Hank Moody, leva ao extremo a imagem do escritor que trocou toda a sua auto-estima por uma vida promíscua e decadente. Um pouco gasto? Talvez. Mas deliciosamente extremado.
Particularmente rica é a presença dos actores secundários. A ex-companheira de Hank, Karen (a grandiosa Natacha McElhone), encaixa voluptuosamente na série, proporcionando um vertiginoso desenrolar de emoções. A que se junta a filha do casal, Becca (a brilhante Madeleine Martin), jovem adolescente, que traz à série aquele toque especial (sobretudo quando pronuncia palavras como “vagina” ou “apalpão”).
A interacção entre as três intrigantes personagens faz o resto. Ao contrário do que à primeira vista possa parecer, esta não é uma série sobre sexo. Ela é sobre relações humanas nos nossos tempos, enformada por uma lasciva atmosfera sexual, que lhe confere uma particularidade única.
Uma última nota para a evolução que é ver “Weeds” e “Californication” em episódios separados de meia hora. Já havíamos lamentado a exibição das anteriores temporadas de “Weeds”, em dose dupla, com dois episódios semanais de 30 minutos, abruptamente interrompidos na ligação entre ambos, quando se percebe perfeitamente que cada episódio foi concebido e idealizado para ser “devorado” isoladamente, com uma dinâmica própria do género.
quarta-feira, abril 09, 2008
O Renascer dos Dias
“Há-de haver, ou rasgamo-la nós,
Uma janela qualquer
Toda aberta
Que se abra inesperadamente
Para outro futuro”
É um tempo de mudança. Finalmente, recolhidas as pedras do caminho, está na hora de construir uma nova casa. Uma casa em que cabem todos os que nela já estiveram e ainda todos aqueles que quiserem participar nesta renovada construção.
Dizia-se ontem em “Anatomia de Grey”, que todos nós sofremos danos. Uns mais do que outros. Todos nós necessitamos de reparar os danos que vamos sofrendo. Não queremos apagá-los. Mas dependemos uns dos outros para os superar. Porque afinal é assim que crescemos.
Nada será como dantes.
Esta semana, o fim um árduo período de reticências. Dúvidas que se transformam agora num renovado rejubilar de afectos. Numa redescoberta da vida. Num retomar de projectos pessoais e profissionais. Num renascer dos dias.
Esta semana, o oficial regresso à labuta dos dias. Felizmente, é tempo de matar saudades. Felizmente, é tempo de reviver momentos memoráveis. Felizmente, é tempo de partilhar afectos e angústias. Felizmente, é tempo de fazer do sofrimento felicidade.
Esta semana, a concretização de um sonho antigo. Reflexões e considerações partilhadas sobre os temas que marcam a actualidade. Directo às ideias. Directo à questão. Às quartas, às 8h30 e às 15h30, nos 91.3 FM, 92.7 FM, 107.0 FM, em http://www.radiocondestavel.pt/, ou em http://directoaquestao.blogs.sapo.pt/.
Nada será como dantes.





